“Isso é sobre violência”, fotos da “Marcha das Vadias – RJ”

Para quem não sabe, estão acontecendo várias passeatas ao redor do globo denominadas “Slut Walks” ou “Marchas das Vadias” na tradução livre para português.

A história surgiu no Canada como uma reação à declaração infeliz de um oficial de polícia que disse que as mulheres, para não serem vítimas de violência, não deveriam se vestir como vadias.

O resultado da indignação foi a criação da “Slut Walk” como uma forma de dizer várias coisas:

  1. O estado não deve empurrar para as vitimas a responsabilidade por sua incompetência de prover a segurança. O estupro não é culpa da “mini-saia”.
  2. Toda mulher (toda pessoa) tem o direito de se vestir como bem quiser sem ser agredida e sem ser rotulada.
  3. Até mesmo as ditas “vadias de verdade” são seres humanos e possuem os mesmo direitos que os demais. Atacar uma prostituta é tão criminoso quanto atacar uma freira.
  4. Chega de interferência de grupos religiosos na criação e na aplicação das leis. O estado é laico e as leis não podem ser baseadas na crença de alguns. Por exemplo, se sua religião condena o aborto, não aborte(!), mas não queira impor isso aos outros.

No Brasil as marchas também estão se multiplicando, muito em função do crescimento alarmante da violência contra a mulher e contra os homossexuais, agravados pelas declarações infelizes de alguns comediantes, políticos e pessoas da mídia.

Neste sábado foi a vez do Rio de Janeiro. A marcha aconteceu em Copacabana e contou com uns 500 integrantes. Estas fotos são um pequeno resumo (corrido) do que presenciei.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não custa lembrar que, pelos números da polícia, 10 mulheres são estupradas por dia no Rio de Janeiro. Imaginem o número real, incluindo as que não tem coragem de prestar queixa.

Abraços.

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