A melhor impressão possível

ICC Chart

Cores e mais cores - "Target" para geração de perfil ICC

O problema:

 

Todos querem uma impressão perfeita de seus trabalhos (fotos, ilustrações, etc.), mas será que isso existe? Será que é um “Santo Graal”, sempre procurado mas nunca alcançado?

 

Claro que “perfeita” é uma palavrinha miserável, pois o que é perfeito para um uso é inadequado para outros e o mundo é diverso. Mas nós aqui nesse blog somos fotógrafos/ilustradores/artistas e nossos problemas e nossas necessidades são semelhantes. Queremos:

  1. Alta resolução (definição), para detalhes e texturas sutis.
  2. Uma gama de cores enorme, com cores profundas e vibrantes.
  3. Fidelidade das cores com o original.
  4. Preto e Branco sem desvios de cor e com “cara de P&B”.
  5. Diversidade de papéis e outros substratos para impressão.
  6. Possibilidade de imprimir em tamanhos que variem de poucos centímetros a muitos metros.
  7. Tiragens sem restrição de quantidade, podendo fazer de uma impressão até quantas desejar.
  8. Durabilidade da impressão, pois de nada adianta uma linda impressão que desbote em pouco tempo. 

Pois é… não é de se admirar que a tal “impressão perfeita” seja tão difícil de se obter, nossas exigências (que são justas) acabam eliminando todas as opções. A título de exemplo vou me ater somente aos sistemas mais comumente utilizados por fotógrafos e demais artistas que precisam dar saída aos seus arquivos digitais. Vejamos: 

 

“Minilabs” fotográficos falham em quase todos os quesitos enumerados acima, possuem uma resolução razoável e não são restritos a tiragens grandes, mas falham em todo o resto. A baixa durabilidade das impressões (que desbotam depois de alguns anos), os papéis horrorosos, os desvios de cor e as limitações de tamanho impedem que essas impressões de minilab sejam consideradas  para trabalhos sérios ou arte. Não se esqueçam dos maravilhosos e bem treinados operadores!

 

Lambdas e Lightjets são como os minilabs, mas um pouco melhores. Fazem impressões sensibilizando papéis fotográficos com lasers e revelando-os. A resolução é boa, os operadores são (em geral) melhores, os tamanhos de impressão são maiores, mas o resto é a mesma coisa. Pouca opção de papel e a durabilidade baixa de uma ampliação colorida fotoquímica (c-print).  

 

Gráficas Offset podem ser a única opção se você precisa imprimir milhares de cópias, mas falham em quase todo o resto. A resolução é razoável/boa (no máximo), a gama de cores é muito pequena por conta das limitações do sistema offset CMYK e a fidelidade das cores acaba sendo comprometida por conta disso, existem opções de papel mas nenhuma é própria para arte. A durabilidade é baixa (desbotam em alguns anos) e só dá pra pensar em números de cópias múltiplos de mil.

 

Existem outros sistemas de impressão, mas esses listados acima sumarizam as opções que tínhamos até alguns anos atrás, ou devo dizer a “falta de opções”?  Felizmente a tecnologia avançou e estamos alguns (muitos) passos mais próximos de beber do mítico cálice  sagrado da impressão perfeita, pelo menos no sentido de algo que atenda aos quesitos enumerados no início do texto. O mais engraçado é que essa “nova” tecnologia é uma evolução derivada das impressoras jato de tinta, dessas como a que você deve ter em casa ou no escritório. Difícil de acreditar, né? Mas faz bastante sentido, vocês vão ver.

 

A alternativa:

 

O sistema de impressão por jato de tinta de alta definição e em grandes formatos tem sido chamado de “Giclée” justamente para evitar a confusão desse sistema com as impressoras domésticas. O princípio é o mesmo, a máquina “espirra” tinta num papel, mas as semelhanças acabam aí. Esse sistema próprio para reprodução de fotografias e arte está em um patamar completamente diferente, em todos os aspectos. Vamos ver em relação aos quesitos propostos:

  1. Altíssima resolução. Equipamentos que trabalham em 1200 e 1440 DPI, o que é excelente e gera ganhos mesmo quando trabalhamos a 300 PPI.
  2. Uma gama de cores enorme, com cores profundas e vibrantes. O “Color Gamut” de algumas das impressoras Fine Art mais recentes é enorme, muito superior aos outros métodos. 
  3. Fidelidade das cores com o original. Com a possibilidade de fazer o gerenciamento de cores da forma correta, do início ao fim, gerando perfis ICC para cada papel fica fácil garantir a fidelidade. 
  4. Preto e Branco sem desvios de cor e com “cara de P&B”. Em alguns equipamentos e com o devido “know-how” é possível fazer impressões P&B que ficam tão boas quanto (e até melhores) que as fotoquímicas tradicionais. Sim eu sei que esse “até melhores” vai gerar muita indignação, mas eu insisto. Vejam para crer.
  5. Diversidade de papéis e outros substratos para impressão. Essa é a característica “matadora”, na minha opinião. Poder trabalhar com papéis de fibra de algodão com diversas gramaturas, texturas e alvuras, papéis de aquarela, tela (canvas), tecidos… São dezenas e dezenas de opções. 
  6. Possibilidade de imprimir em tamanhos que variem de poucos centímetros a muitos metros. Algumas dessas impressoras possuem bocas de 1,12m e trabalham com mídias em rôlos, então praticamente tudo é possível.
  7. Tiragens sem restrição de quantidade, podendo fazer de uma impressão até quantas desejar. Uma, cinco, cinqüenta… e o mais importante: com a garantia de ter resultados idênticos mesmo imprimindo uma hoje e outra daqui a um ano.
  8. Durabilidade da impressão. Algumas combinações de papéis e tintas foram certificadas para permanência de mais de 200 anos (antes de apresentar os primeiros sinais de desbotamento) em centros de pesquisa independentes como o Wilhelm Imaging Research.

É claro que o futuro trará ainda mais inovações e que a tecnologia está sempre em evolução, mas já podemos dizer sem medo de errar que é possível dar saída aos arquivos digitais com uma qualidade nunca antes vista, tanto na aparência da impressão quanto nas características menos evidentes como a permanência.

 

A realidade:

 

Então é isso! Basta eu comprar uma impressora dessas e meus problemas estarão resolvidos?

 

Quem dera! Isso seria a mesma coisa que achar que bastaria montar um laboratório preto e branco no  quarto de empregada para virar o novo Ansel Adams. A chave dessa questão é que tudo dito acima é possível, mas para acontecer requer muito esforço, investimento e, sobretudo, know-how. A tecnologia avançou e trouxe novas possibilidades, mas, como tudo na vida, existe um caminho a ser trilhado. 

 

Essas impressoras são caras (embora existam versões semi-domésticas interessantes) e o investimento não acaba aí, apenas começa. Monitores apropriados, spectrofotômetros, computadores, softwares, iluminação adequada para inspeção, ambiente apropriado… e o gasto com papéis e tintas de alta qualidade (tudo importado, claro).

 

Como se isso não bastasse para afastar todos os amadores e a maioria dos profissionais ainda tem o ponto crucial: Adquirir o conhecimento teórico e prático para realizar essas impressões da forma correta leva tempo e custa caro. Embora alguns fotógrafos/artistas tenham decidido trilhar esse caminho, da mesma forma que muitos tinham seus laboratórios de filme, essa abordagem não é viável (ou desejável)  para a imensa maioria das pessoas.

 

A salvação:

 

Aparentemente a morte dos laboratórios profissionais de ampliação manual abriu caminho para o surgimento de “laboratórios” de impressão Fine Art, que trabalham mais ou menos na mesma filosofia: Atendimento personalizado e focado na qualidade para artistas e profissionais com necessidades específicas.  No exterior isso já não é novidade, mas no Brasil está começando a tomar vulto. Algumas redes de “minilabs” tentaram abraçar esse mercado, mas acabam atuando com a mesma filosofia focada na quantidade e não na qualidade, o que gera resultados inferiores. Para funcionar e valer a pena esse tipo de impressão tem que ser feita no equipamento certo, com os materiais certos, nas condições certas e sob a inspeção de quem sabe muito bem o que está fazendo. É um pouco de ciência, um pouco de técnica e um pouco de arte.

 

Vejo isso com um certo romantismo, um ressurgimento de artífices de impressão de certa forma similares aos mestres gravuristas dos séculos passados. Profissionais que conhecem detalhadamente seu ofício e o colocam a disposição de outros para que esses possam materializar e reproduzir suas obras da melhor forma possível.

 

É um novo tempo. É uma nova tecnologia que nos oferece um patamar de qualidade completamente novo, mas ao mesmo tempo faz ressurgir um ofício extremamente antigo. 

 

 
 

OBS1: Na continuação desse texto abordarei as questões práticas e como obter os melhores resultados nesse processo. 

 

60 comments to A melhor impressão possível

  • yoshiaki

    parabéns, valeu a pena ficar acordado…. rs
    já que esta se aprofundando muito no assunto, poderia aproveitar de desenvolver o know how do seu conhecimento e trabalho para algo do tipo franquias de fine art, pelo menos pesquisar…

  • Bom texto, caminho adequado com informações consistentes. Reforço, quando você menciona “até melhores”, e afirmo ampliações Ink Jet bem feitas em PB superam ampliações tradicionais químicas é fato comprovado (o romantismo pelo Lab úmido existe, mas não se justifica por uma maior qualidade). Abs

    • Geraldo Garcia

      Grande Pepe!
      Estamos no mesmo lado da briga então.
      Mas eu achei que ia apanhar mais por conta dessa afirmação, se bem que… (não perdendo a piada) os defensores ferrenhos do P&B químico não usam computador e nem sabem direito o que é “blog”.
      Brincadeira gente, brincadeira!

      Abraços.

  • Excelente post, Geraldo, esclareceu um monte de dúvidas que eu tinha inclusive de C-print.
    Obrigada!
    bjs,
    ester

  • Domingos Luna

    Parabéns pelo texto Geraldo, linguagem simples e de bom entendimento, trabalho com impressão há cerca de 3 anos e sei muito bem do que você está falando.

  • Oi Geraldo, muito bacana o seu texto, analisando a importância de cada parte nesse tipo de impressão. Recentemente imprimi minha primeira foto num papel fine-art e o resultado foi surpreendente! Aguardarei a continuação. Um abraço, –Príamo.

  • Bruno Antonucci

    Maravilhoso texto Geraldo!
    Eu mesmo ja vi o resultado de uma boa impressão, tenho inclusive 2 exemplos em casa que imprimi com você.
    Parabens pelo texto, aguardo ansioso a continuação.

  • Realmente é um tempo que não volta mais. Creio que o laboratorio tradicional ainda tem muito tempo de vida. Até os filmes Polaroids voltaram, mas as impressões InkJet já são usadas pela maioria dos artista, inclusive aqueles que eram referência no tratamento P&B quimico. A ultima exposição do Sebastião Salgado, Genesis, foi toda impressa em papel de algodão, semelhante a o papel para aquarela, em inkjet. O trabalho dele ficou mais bonito, ao meu ver e ganhou impressões bem maiores do ele utilizava antes.
    Uma outra questão que dificulta a impressão ink jet é o tempo de validade das tintas, ou seja, se o fotógrafo quiser imprimir apenas seus trabalhos pessoais, vai ter dificuldade em fazer no tempo certo, pois duram 06 meses após abertas.
    Mas que é bem mais bonito, isto é.
    Geraldo, gosto muito do seu blog, sempre bem informativo e relevante.
    Abs.

  • Geraldo,

    Estou esperando ansioso pela segunda parte deste artigo.
    Não vai demorar seis meses, né?
    É bom alertar a galera e mostrar que alternativa de qualidade tem que ter…
    Qualidade.
    🙂
    Abração!
    Clicio

    • Geraldo Garcia

      Juro que não vai demorar!
      Obridado por tudo Clicio, pelo comentário e principalmente por ser um dos corajosos desbravadores dessa área. Todos devemos muito a você.

      Abração.

  • Excelente post Geraldo!

    Veio sobre encomenda para me ajudar com algumas dúvidas, e tenho certeza de que a “parte II” será ainda melhor!

    E eu tenho mesmo visto um certo movimento no Brasil para adotar esse novo processo de materialização de imagens, e não é só no eixo Rio-São Paulo. O principal impencilho, em minha opinião, são os custos altos para o cliente sobre cada cópia – resultado direto dos altos custos de importação da “matéria prima”. Além disso, acredito também que uma parte da resistência a adoção desse processo de impressão de altíssima qualidade seja fruto da resistência Brasileira ao conceito de Fotografia = Arte. Temos visto um grande crescimento nesse ponto, e hoje temos vários fotógrafos produzindo trabalho em coleções limitas e encarados como forma de arte, mas no conceito geral da população, foto é foto…..

    Continue sempre com estes excelentes artigos!

  • A impressão digital é, sem dúvida, o presente e futuro da impressão artística.

    1. Há impressoras a trabalhar a 2400 dpi, mas mais importante é ainda o tamanho da gotícula de tinta com a maioria das impressoras já a trabalharem a 4 pl.
    2. O gamut mais aproximado de um monitor ou de uma máquina fotográfica digital é mesmo o da impressão digital. Máquinas com 12 tinteiros e simulação RGB permitem este gamut muito alargado.
    3. É no gerir dos ICC’s que está o grande “segredo” destas impressoras… mas até isto está mais simples com a possibilidade de utilização de um perfil para vários tipos de média. (www.coloralliance.com)
    4. O preto e branco das novas Canon iPF6300 e 6350 são de cair o queixo… não há nenhuma que se aproxime neste momento. (opinião)
    5. Existem sim muitos tipos de papel, mas não é ir à papelaria e comprar o q apetecer. O papel precisa de um revestimento especial que lhe permite absorver as tintas de uma forma apropriada… é neste revestimento que está o grande “segredo” dos papéis e nem todos os papéis funcionam com todas as tintas. Mas sim, existe muita escolha, e cada vez mais.
    6. 1.12m?? 112cm é médio… há impressoras de 152 cm da Canon e HP! Eu tenho uma… 😉
    7. Não há realmente limite de tiragens, mas o custo unitário é uma constante ao contrário do que acontece no off-set que o custo unitário desce com a quantidade. Aqui o preço de fazer 1 ou 100 varia muito pouco pois fora o desgaste de colocar o papel na máquina, o desperdício é sempre o mesmo. O trabalho para acabamento é sempre mais complicado e trabalhoso que no off-set.
    8. Atenção com as promessas de durabilidade. Todas as que prometem 100 ou 200 anos são estimativas baseadas em condições ideais de laboratório… algumas até são baseadas em armazenar a impressão sem a sua exposição à luz ambiente. Isto, como é óbvio, torna-se numa ferramenta de marketing. Não há impressão nenhuma que resista indefinidamente à exposição na luz solar directa e tenho sérias dúvidas que resistam 1 semana sequer, sem alguma descoloração, se passarem o dia ao sol directo. Especialmente se não tiverem sido protegidas com películas de laminação ou laminação liquida. Mas isto não é só a impressão digital… é qualquer tipo de impressão. O sol não perdoa.

    Pode não ser solução para todos ter uma impressora destas em casa ou escritório, mas tendo em conta que o preço de uma destas impressoras é equivalente a uma lente média para uma máquina fotográfica digital, acho que cada vez mais os profissionais e amadores “sérios” vão equacionar a compra de uma impressora para verem os seus trabalhos fora do monitor, para uso pessoal ou para exposições. Cada vez é mais fácil imprimir com qualidade e fidelidade nos resultados finais. Onde antes era necessário software dedicado e elvados conhecimentos técnicos, hoje a partir de um photoshop já se tem um controle milimétrico na qualidade de impressão. Os preços já permitem “experimentar e ver o que dá”. Vai sempre haver espaço para “profissionais que conhecem detalhadamente seu ofício e o colocam a disposição de outros para que esses possam materializar e reproduzir suas obras da melhor forma possível”, mas acho que os verdadeiros profissionais serão cada vez mais profissionais e independentes.

  • Luciano Zandoná

    Meu caro Geraldo, achei sua matéria bacana, li com muita atenção pois o futuro caminha por ai mesmo, apenas achei que seus julgamentos precisam ter um pouco mais de consistência principalmente no que se refere a laboratorios quimicos. Hoje temos 4 laboratorios 3702HD da Noritsu com impressão de arquivos RAW com 12 bits de profundidade imprimimindo com traço continuo com tecnologia de impressão laser 3 canhões RGB em cima de papéis supra endura ultra VC importado de Rochester, EUA da Kodak.
    Graças a esta tecnologia eu posso encontrar para você se quiser uma pesquisa de julgamento feito pelo considerado melhor laboratorio do mundo ainda deu impressão de pele por exemplo como sendo a melhor que existe. Mas veja não tenho aqui a pretensão de contestar seu blog, apenas dizer a você que a grande maioria dos labs por nosso brasilzão que são muito ruins, mas tem os que lutam com muita força para ainda dar qualidade, longevidade e muita pois a qualidade da emulsão de prata faz a diferença. Mas como voce diz no seu Blog tambem estamos nos atualizando pois temos 4 impressoras epson 11880 de 9 cores que relamente tem excelente qualidade e compramos varios tipos de papéis algodão. Estamos inclusive fazendo muitas analises pois teremos em caxias este ano a Bienal da fotografia em PxB e precisamos de muita qualidade.
    Grande abraço, Luciano Zandoná

    • Geraldo Garcia

      Obrigado Luciano.
      Divergencias são a base da evolução, ainda estariamos nos galhos das árvores se todos concordassem com tudo!
      Especificamente sobre a permanência, os (bons) testes são feitos avaliando a degradação por ação do ozônio, da luz comum e dos raios UV e os “ratings” são dados para condições especificas (e especificadas) de armazenamento e exibição (tantos anos nessa condição, outros tantos naquela outra condição e assim por diante).
      Sim, os testes são acelerados. As imagens são expostas em alguns mêses a uma quantidade de luz e ozônio equivalentes aos volumes que receberiam em X anos.
      Esses testes realmente medem de forma bem confiavel o desbotamento gerado por esses fatores, mas não leva em conta a degradação do papel ocorrida com o tempo. MAS… é justamente por isso que nessa área se trabalha com marcas de papéis como Hahnemühle e Canson, uma fundada em 1584 e a outra em 1492. Muitos dos papéis de impressão são aprimoramentos de papéis que já estão a alguns séculos nos museus. Durabilidade dessas mídias simplesmente não é a questão.
      Mas no próximo texto (continuação desse) eu vou falar bem mais dessas questões e do porque da permanência ser tão maior que a das ampliações fotoquímicas.
      Abraços.

  • Estamos atravessando uma transição do laboratório úmido [tradicional]para o seco [impressoras inkjet]. Atualmente, a propagação do laboratório seco veio dar a conhecer e se descobrir, digamos assim, ao menos para uma grande maioria de pessoas que não faziam a menor idéia do que era uma fotografia “fine art”, então criou-se no Brasil um fenômeno. Isto é bom por um lado, a criação de um mercado e tal, mas não devemos esquecer o enorme interesse das grandes empresas deste segmento, como exemplo, a Epson… Existe aqui, um aspecto do qual a nossa cultura aparece, a cultura da substituição e nesse caso, substituição de processos. Ora, nos mercados já há muito estabelecidos, como o norte americano e o europeu, ambos processos coexistem, e há educação suficiente e cultura idem para consumir tais objetos de arte ou produtos fine art… como disse, estamos numa transisão e nesse calor das mudanças, juntamente com nossas defasagens tupiniquins, cria-se um território de exploração que em muitos casos, notáveis aventureiros, de posse destas armas tecnológicas, e tendo a seu favor a pouca cultura/educação do olhar de nosso povo, dominarão um mercado que precisa ser bem orientado, digo, educado. Este é nosso papel. De qualquer forma, é potencialmente benéfico que se crie, discuta, produza, que se exponha e comercialize fotografia. Muito importante a abordagem deste artigo, parabéns!

  • Belo texto, bem escrito e elucidativo. Ainda sou dependente dos minilabs, pois certos aspectos acabam imperando sobre os outros, mas é ótimo saber que há opções surgindo.

  • Taty

    Tenho um primo que nos primórdios do digital, ficou angustiado com a possível “morte” do PB, da foto artística.
    Geraldo, como sempre, FANTÁSTICO!

    Obrigada,

  • Alex Villegas

    Belo texto – engraçado que vejo que quanto mais os anos passam, mais assenta essa turbulência que a revolução digital trouxe. Adoraria que a impressão giclée trouxesse de volta a figura do master printer como parceiro fiel do fotógrafo.

    Será que as pessoas desistirão de tentar abraçar o mundo para reduzir custos e voltarão a formar equipes?

  • Caro Geraldo, parabéns, estou nesse caminho a alguns anos, faço impressão de foto em Ploter jato de tinta de alta resolução, calibro meus monitores e faço perfil de impressão para cada tipo de papel. Seu texto mostra com muito conhecimento esta nossa realidade.
    Posso colocar um link no meu blog, para esta página??

  • J. Zamith

    Prezado Geraldo,

    belo texto e muito bem estruturado e veio em boa hora! =)

    Parabéns e já estou ansioso pela segunda parte.

    Abraços,

  • No final dos textos sobre esse assunto, minha sugestão é indicar forncedores para esses serviços. =)

  • […] This post was mentioned on Twitter by Vasco, clicio barroso filho, Mario Pires, Marcio Toledo, Bruno Antonucci and others. Bruno Antonucci said: LEIAM! RT: @Fototech_br: Post do Geraldo Garcia sobre impressão: TEM que ler! :: http://bit.ly/ackpDR […]

  • Trabalho sensacional, obrigado pelos esclarecimentos em geral!

  • Valeu Geraldo,
    manda a continuação logo.
    Um enorme abraço

  • Evandro Salgado

    Geraldo, Post Sensacional, estou muito interessado em controle de cor, impressão e FineArt sempre visito seu blog em busca de conhecimento, espero que o próximo post chegue logo, porque esse só aumentou minha fome. Abraços! Evandro

  • José Senna

    Excelente Geraldo. Esclareceu varias duvidas. Já estou aguardando ansioso pelo próximo.

  • Grande Geraldo!!!

    Excelente texto! Melhor que ele só a qualidade do seu atendimento e de suas impressões! Já estou com saudade de imprimir umas fotos e ver aquela qualidade sem igual! Aqueles quadros ficaram incríveis, estou te devendo o envio de fotos para veres como ficou. Elogiado por todos!
    Abrs

  • Fernanda Acioly

    Ola Geraldo, descobri seu blog pesquisando sobre fotografia no Google.
    Você me parece ser um grande fotografo e então gostaria de lhe fazer uma pergunta,
    tirar uma dúvida minha que inicei no ramo da fotografia a um ano e pouco.
    Se me puder ajudar, serei grata, caso fique complicado de parar para explicar, tudo, obrigada por já está lendo esse comentário. Pois bem, trabalho em um studio de fotografia dentro de uma grande loja de artigos de decoração em Pernambuco / Recife e temos uma dificuldade muito grande de fotografarmos bolas de natal. Você teria alguma dica para me dar? Conversei rapidamente com minha professora da faculdade e ela me aconselhou utilizar o filtro polarizador, mas não tenho conhecimento sobre o mesmo. As bolas são de vidro (espelhadas) e refletem tudo ao redor o que acaba modificando a cor do objeto. Muito obrigada pela atenção. Fernanda Acioly

  • M.Noda

    Parabéns pelo texto. Faço impressões de meus trabalhos em equipamentos inkjet.. desde 1998. Antes em impressoras domesticas, e depois em impressoras profissionais. Sempre acreditei nesta tecnologia, e hoje, qdo vejo o leque de midias que podemos ter, durabilidade, e vendo um texto como o seu, tenho que continuar nesta trilha que eu escolhi.
    Só lamento, pois vejo alguns companheiros, se individando para comprar uma impressora, sem ao menos saber como funciona a tecnologia, e depois ficam desesperados em vender pois viram que estão com um elefante branco.
    O investimento é muito alto, onde o preço do equipamento, é menos do que o resto dos equipamentos (monitores, bons pcs e principalmente um bom colorimetro).
    Continue nos trazendo bons textos como este, para poder nos esclarecer.
    Um abraço. Parabens.

  • Hudson Duarte

    Prezado Geraldo,

    Como pioneiro da Impressão Fine Art no Espiríto Santo, foi uma grata surpresa ler os seus artigos sobre Fine Art.
    Há pouco mais de um ano iniciamos o projeto “Vitória Fine Art”, um bureau de impressão Fine Art que hoje é uma realidade atendendo a fotógrafos, artistas, decoradores e arquitetos.
    A leitura do seu texto me remeteu a uma retrospectiva de tudo que vivenciamos a partir do momento que decidimos tocar este projeto e dizer da transpiração que é buscar a excelência na qualidade final do nosso serviço e da satisfação de ver nos olhos dos clientes a materialização da sua inspiração.
    O avanço da tecnologia propicia resultados fantásticos mas traz a reboque a necessidade de atualização de conhecimentos e a pesquisa constante.
    Parabéns pelos textos e pela iniciativa de abordar o assunto.
    Abraço. Hudson Duarte

  • Olá Geraldo, tudo bem? Achei muito interessante a sua visão perante o giclée e as possibilidades que ele oferece aos artistas plásticos contemporâneos. Gostaria de, quem sabe, conversar a respeito deste tema mais a fundo, pois estou realizando uma pesquisa a respeito da diferença entre giclée e fine art. Existe um pouco de dificuldade de encontrar bibliografias atuais a respeito deste tema, será que você tem indicações?

    Muito obrigada?

  • Corrigindo: Muito Obrigada!

    Abs,

    Luciana

  • Parabéns pelo excelente blog. Para mim, virou visita obrigatória.

  • Olá, geraldo, já sou seu fá da comunidade do Orkut,
    e agora por aqui também, sempre com lições e dicas
    valiosíssimas.

    Grande abraço, aguardo uma visita sua também para
    comentar minhas imagens, em breve, pretendo compartilhar
    algumas experiências também.

    http://www.fotosemgrafia.blogspot.com

  • Parabéns por esse blog, muito bom, conteúdo muito didático. continue postando, vc me ajudou bastante, estou começando na fotografia, nada profissional, mais como hobbie mesmo, com os seus artigos de quanto cobrar, me ajudou muito a se um dia eu resolver entrar de cabeça na fotografia profissional, como ser justo com toda a categoria.
    quanto a esse post, cor sempre é um problema, trabalho como designer, e desenvolvo embalagens, realmente é muito complicado a impressão perfeita, principalmente quando a embalagem tem alguma foto, ai literalmente ferrou, alguns processos de rotogravura e flexografia detonam com todas as cores, e geralmente cada lote é uma cor divergente.
    parabéns pelo post e pelo blog! espero que continue postando artigos de qualidade =)

  • Vandi

    Gostaria de uma dica para a compra de uma impressora de boa qualidade.

  • Parabéns pelo texto. Faço impressões de meus trabalhos em equipamentos inkjet.. desde 1998. Antes em impressoras domesticas, e depois em impressoras profissionais. Sempre acreditei nesta tecnologia, e hoje, qdo vejo o leque de midias que podemos ter, durabilidade, e vendo um texto como o seu, tenho que continuar nesta trilha que eu escolhi.
    Só lamento, pois vejo alguns companheiros, se individando para comprar uma impressora, sem ao menos saber como funciona a tecnologia, e depois ficam desesperados em vender pois viram que estão com um elefante branco.
    O investimento é muito alto, onde o preço do equipamento, é menos do que o resto dos equipamentos (monitores, bons pcs e principalmente um bom colorimetro).
    Continue nos trazendo bons textos como este, para poder nos esclarecer.
    Um abraço. Parabens.

  • […] This post was mentioned on Twitter by BLOG DO FOTÓGRAFO, Geraldo Garcia. Geraldo Garcia said: "Todos querem uma impressão perfeita de seus trabalhos, mas será que isso existe?" Artigo "A melhor impressão possível" http://bit.ly/ackpDR […]

  • leo ramos

    Oi Geraldo!

    Vc poderia me indicar um bom lugar para fazer impressões fine arts no Rio de Janeiro?

    Parabéns pelo trabalho.

    Abraços e obrigado,
    Léo Ramos

  • […] para mais informações sobre impressões, deem uma olhada nesses posts da @imagemimpressa “A melhor impressão possível” e tambem no post “Preparando a sua imagem para uma impressão Fine […]

  • Wank Carmo

    Parabéns e obrigado!!!!

  • Randal Palladino

    Parabéns, muito esclarecedor, afinal temos alternativas e vamos busca-las através do conhecimento de novas técnicas, valeu, abs.

  • Roberto Souza

    Ola Geraldo.
    Os laboratorios com impressao quimico – minilabs – irao acabar Nos proximos meses ou ainda ficara alguns anos?
    Abraco

  • Geraldo, parabéns pelo belo texto! Organizo um encontro em São Paulo, chamado Amigo FotoSecreto, e acho legal os fotógrafos tomarem consciência da importância da boa impressão para divulgar seus trabalhos. Posso inserir o link em nossa página no Facebook? Aproveito para convidá-lo para o próximo encontro que será dia 25/11 no MIS a partir das 15h00. Grande abraço

  • Ary Fernando Rodrigues

    Parabéns! Garcia:
    Clareza com muita didática; esta é sua marca. Por favor escreva logo a segunda parte deste post.
    Abraços: A.F.Rodrigues

    Camaquã-RS, 12/02/2013

  • Parabéns, Geraldo, adorei o texto. Só tenho uma coisa a acrescentar, hoje tem impressora com 1,60m de boca. E assim como meu colega de ofício, o Clicio, estou ansiosa para ler a continuação. Alem disso gostaria de indicar um livro, que acredito que já conhece: O Controle da Cor do Alex Villegas.Abç. Chris

    • Geraldo Garcia

      Olá Christina,

      Sobre as impressoras de 1,60m de boca, sim e não. Cuidado pois nem tudo que reluz é ouro.
      De fato a Canon lançou em setembro passado na Photokina a IPF 9400 que é a primeira impressora de 60″ realmente “top” para Fine Art, eu estava lá e posso atestar a qualidade. Os outros modelos de 60/64″ da Epson e da HP não são equivalentes às “tops” das duas marcas em 44″, apesar de também usarem tintas pigmentadas. A 11880 da Epson é uma impressora antiga e com menos gamut que as x900, na HP todas as de 60″ também são de gamut menor e mais focadas em velocidade para o mercado de gráficas rápidas.
      Sobre o livro do Alex, eu conheço sim, inclusive comentei sobre ele aqui no Blog quando do lançamento. É bastante básico, mas um bom ponto de partida para quem não sabe nada.
      Abraços.

  • Oi Geraldo, tudo bem? Adorei seu post, mas ainda entrego algumas cópias em minilab para os clientes, senão o valor vai ficar muito alto…ainda não achei um modo de corrigir as cores para minilab que me agrade, você tem alguma dica?
    Obrigada, abraço.

  • Oswaldo

    Parabéns Geraldo,

    Estou conhecendo seu blog a alguns dias e estou me surpreendendo pelo quantidade de conhecimento e complexidade que se exige para uma impressão fine art de primeira. Sou fotógrafo e dono de um estúdio no rj. Não tenho intenção de adquirir equipamentos e mergulhar nesse assunto de finalização do trabalho, acho que temos que mirar um foco só.. e não querer abraçar o mundo… registrar, organizar, tratar, editar, diagramar e ainda se preocupar com todo processo de impressão, tinta, programas, papéis adequados…etc.. cada um fazendo o que sabe de melhor e formando uma equipe teríamos trabalhos de muita qualidade e impacto.
    Não li seu blog todo ainda…rss estou aprendendo muito.

    Gostaria de saber se o processo de registrar e tratar a imagem muda, se eu for finalizá-la em um laboratório fine art ou em um minilab ou se esses últimos ajustes na imagem são feitos, no laboratório fine, pessoalmente com auxílio de um profissional. Ou o fotógrafo que deverá fazer todo o tratamento adequado para uma impressão “fine”?
    Pois se for este o caso, do fotógrafo ter que fazer os ajustes adequados, onde nos teremos que nos especializar? Qual livro, curso, Workshop ou fonte de conhecimento do assunto vc indica?

    Abraços.

  • Alex Sandre

    Olá Geraldo,

    Muito boa sua iniciativa em explicar sobre essas novas tecnologias de impressão. Comecei a fotografar a dois anos e tenho uma dúvida. Como tudo começa com uma câmera, que características ela precisa ter para que nossas fotos possam ser impressas com qualidade Fine Art?

  • TCP

    Amigos! Adorei todas as opiniões, parece até um fórum e isto é muito agradável. Daí eu também vou dar a minha opinião, como artista plástica, fazendo parte do grupo de ilustradores que introduziram no Brasil, nos anos 80, o Off Set e o Xerox, como “obra de arte”, na categoria Artes gráficas, que antes só era usado em editoração e publicidade(propaganda)apenas como termo. Lembro-me bem do dia que resolvi doar ao acervo iconográfico da Biblioteca Nacional, uma impressão em Off Set e a arquivista, depois de fazer a ficha da obra, me perguntou inocentemente se eu não poderia doar, além da cópia, também um original. Então expliquei a ela, que aquilo era o original. O que ela pretendia obter seria o desenho em nankin, (a arte final)equivalente neste caso, a uma chapa de gravura em metal, tipo Agua Tinta, ou Ponta Seca. Mas depois, logo a seguir ela entendeu. Com o advento da Internet, pixels, impressoras, em fim, tudo que envolve a situação, estamos em meio de uma nova etapa da história da arte. Isto não significa mais ou menos avançado. Como artista eu aprendi e entendo que temos que observar e aprender com o que a natureza oferece, incluindo a artificial. Tudo é uma questão de recurso de época e conhecimento da técnica empregada. A tinta óleo por exemplo renascentista, que ainda é fabricada na Inglaterra, tem a durabilidade de 300 a 400 anos, dependendo da atmosfera e condições climáticas. As tintas atuais de fabricação comum, do atual comum, mesmo importadas, não duram nem 40 anos e as vezes começam a cair das telas em menos de 10, mesmo a tela sendo trabalhada. Mas hoje também existem coisas oferecidas no mercado, que funcionam muito bem, para o que se destinam. Vejam bem, hoje é possível ter uma impressora boa em casa. Então por que você vai precisar de uma impressão que dure 200 anos? O jeito é imprimir novamente! Em resumo, o que eu quero dizer é o seguinte, é melhor tirar proveito do que se tem. Assim como um escultor é capaz de fazer uma escultura em gelo que vai durar poucos dias, e as pessoas poderão registrar o evento em foto, vídeo até de um celular. Vou contar um segredo aqui, rsss…vocês sabiam que um nankin escolar tem uma resistência ao sol formidável. Pois é… Eu tenho obrar feitas com este material que já tem mais de 30 anos. Certa vez ganhei umas aquarelas holandesas, muito caras e me dei mal, lindas, cores vibrantes, mas a tinta sumiu, literalmente do papel em dois anos, rssss… Bjs! TCP – Ah! Estou lançando a coleção Imagem e-book, por favor comprem! Geraldo, seu blog é muito legal!

  • Herminia Sander

    Olá Geraldo Garcia, outra coisa quando se fala com propriedade e, quando mais importante do que ensinar é tranquilizar aqueles que necessitam da colaboração do outro para justamente dar vida, aquilo que estava na alma. Esta sua afirmação, diz tudo: “É um pouco de ciência, um pouco de técnica e um pouco de arte.” Não sendo assim, é impossível uma impressão que carimbe o olhar do artista. Obrigada por compartilhar seu conhecimento. Uma grande pena não estar em São Paulo! Abraços,

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