Como cobrar por serviços fotográficos (Parte IV)

Esta é a quarta e última parte desse texto, as partes anteriores podem ser encontradas pelos links a seguir:

“Introdução” , “Parte I” , “Parte II” , “Parte III” .

 

No capítulo anterior vimos como calcular o valor de realização de uma foto levando em conta os custos fixos, variáveis e a margem de lucro. Também vimos como calcular a depreciação dos equipamentos e como incluir isso nos custos.

Nessa parte veremos como calcular o valor de licenciamento de uma imagem e como repassar o valor dos impostos referentes a notas fiscais. Mas, antes disso, alguns conceitos devem ficar bem claros.

 

Quando cobrar o Valor de Licenciamento de uma imagem?

A resposta rápida é: Toda vez que a sua imagem for usada para gerar dinheiro para outra pessoa ou empresa.

Um fotógrafo de casamento não vai cobrar valor de licenciamento sobre suas imagens feitas para os noivos. Da mesma forma um fotógrafo não vai cobrar valor de licenciamento por um retrato feito para uso privado e pessoal. Entretanto, se o mesmo retrato estiver sendo feito para ser publicado em um editorial sobre aquela pessoa, a cobrança de um valor de licenciamento é correta, pois aquela foto vai ilustrar uma matéria que alavancará vendas de uma revista/jornal/etc. Veículos de comunicação possuem “matérias” e “artigos” para atrair o público. Quanto mais público, mais anunciantes e, obviamente, mais lucro. Se sua foto é parte disso, você tem que receber.

Em publicidade a relação é direta: Sua foto será o centro de uma peça publicitária que visa algum objetivo, geralmente aumento de vendas. Via de regra, quanto mais abrangente for a campanha, maior será a alavancagem de vendas e é correto que você receba proporcionalmente ao tamanho dessa alavancagem.

Isso significa que, quando fazemos fotos para uso privado/pessoal nossa única fonte de lucro será a margem adicionada ao “custo por hora” para formar o “Valor de Venda da Hora”. Nesses casos devemos caprichar na definição dessa margem para garantirmos um faturamento justo.

Quando fazemos fotos para veiculação (editorial ou publicitária), além do valor de realização receberemos também o valor de licenciamento, logo a margem de lucro sobre os custos por hora não precisa ser tão alta. Entretanto, não recomendo que se remova totalmente essa margem de lucro e se pense somente nos custos por hora e no valor do licenciamento. Geralmente os clientes “engolem” o Valor de Realização da Foto e pechincham sobre o valor de licenciamento. Se você já tiver uma margem de lucro embutida no Valor de Realização, melhor para você.

 

Afinal, QUANTO cobrar pelo licenciamento?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares, mas (infelizmente) a resposta não é esse valor. Existem algumas formas de chegarmos a valores razoáveis, mas não existe um valor “certo” para cada caso.

Em publicidade a coisa é um pouco mais fácil, pois, como foi dito anteriormente, a relação monetária é mais evidente. Quando entramos em uso editorial é que a coisa complica, pois os valores não estão evidentes.

 

Licenciamento para publicidade:

Via de regra, cobre do cliente algo entre 15 e 25% do valor de tabela do espaço na mídia em questão.

Exemplo:

Um cliente lhe contrata para fazer uma foto para ser usada num anúncio de meia página interna na revista “Contigo”, de abrangência nacional, em uma única edição. O valor que ele vai pagar à revista pelo anúncio é: R$33.200,00 (somente à revista, fora o que pagará à agência de publicidade), logo você pode cobrar de valor de licenciamento algo entre R$4.980,00 e R$8.300,00 (mais o Valor de Realização da Foto e o Repasse de Impostos) para esse uso específico. Se no mês seguinte o cliente quiser usar novamente a sua foto repetindo o anúncio, ele deve pagar novamente o valor de licenciamento (mais os impostos). Nessa segunda inserção o valor de realização não é cobrado (a foto já estava pronta) e é de bom tom dar um descontinho em usos repetidos (uns 10% ou 20%). 

Orçamento com Valores de Realização e Licenciamento

Orçamento com Valores de Realização e Licenciamento

Se a foto for usada em várias mídias o valor deve ser calculado para cada mídia. Obviamente o percentual cobrado pode (e deve) variar de caso a caso. Numa foto que será usada em apenas uma mídia em uma única inserção cobre alto (25%, por exemplo). Se for ser usada em muitas mídias com várias inserções por um longo período de tempo, cobre um percentual menor já que você estará ganhando em função do grande volume.

 

Licenciamento para uso editorial:

Aqui o cálculo é mais difícil já que sua foto não estará diretamente associada a um gasto/investimento monetário por parte do cliente (como no caso da publicidade). Existem diversas mídias com características distintas e muita diferença de uma região para outra.

Nossa única alternativa é sondar o mercado ou recorrer às tabelas de associações e, mesmo assim, praticamente todos os jornais e revistas pagam valores fixos e muito abaixo delas. Entretanto, podem ser ótimas referências para outros serviços como revistas corporativas, livros didáticos, etc.

Duas opções que valem a pena conhecer e ter nos favoritos do seu “Browser”:

Tabela da ARFOC (procure a de fotojornalismo).

Photo Showcase (cálculo automatizado).

 

OBS1: Use a tabela de “horas” da ARFOC como referência para comparar com o seu valor de realização calculado. Preste mais atenção aos adicionais enumerados abaixo da tabela.

OBS2: O cálculo do “Photo Showcase” é bem razoável na parte editorial, mas na publicidade é extremamente benevolente. Nesse caso é melhor ficar com as porcentagens dos valores de publicação.

 

Valor de repasse de impostos:

Como disse na “Parte I” do texto, isso nem deveria ser considerado como um dos elementos de composição do preço, pois é apenas um repasse automático. Entretanto, já encontrei tantos fotógrafos que não sabem que devem efetuar esse repasse e como calculá-lo que resolvi explicar rapidamente.

O que acontece é o seguinte: Você calcula seu preço com base nos seus custos, mas na hora de emitir a nota fiscal surge um custo extra que não tinha como ser calculado antes porque você desconhecia os totais. Não tem escapatória, os impostos que incidem sobre a nota só podem ser calculados no final e DEVEM ser repassados.

Até aqui tudo bem, mas muitos tropeçam no cálculo. Pensam assim: “O subtotal do serviço (Valor de Realização + Valor de Licenciamento) deu R$2.000,00, minha nota gera 10% de imposto, logo o total dá R$2.200,00.”

ERRADO! Nesse caso, ao lançar R$2.200,00 na nota, o imposto gerado será de R$220,00 e, conseqüentemente, você receberá R$1.980,00.

A forma correta de calcular é:

1)    Pegar a alíquota do imposto e subtrair de 100% (Ex: 100% – 10% = 90%)

2)    Transforme o valor resultante de percentual para decimal (Ex: 90% = 0,9)

3)    Divida o subtotal do serviço (Valor de Realização + Valor de Licenciamento) por esse resultante decimal
(Ex: R$2.000,00 ÷ 0,9 = R$2.222,22)

Esse é o valor final que deve ser lançado, pois quando descontado de 10% deixará exatos R$2.000,00.

Com o valor dos impostos calculado corretamente, o preço final do serviço já está determinado: 

Orçamento Completo

Orçamento Completo

 

É claro que existem vários tipos de empresa, com vários tipos de nota e impostos e alíquotas diferentes, você deve calcular com base no seu caso. Muitos fotógrafos “compram” notas de amigos/parceiros que cobram um percentual para cobrir os impostos e ter algum lucro, nesse caso jogue na planilha esse percentual. Essa prática não é exatamente legal, mas é comum. 

 

Entendendo melhor e repensando sua postura:

Não é difícil encontrar fotógrafos que têm resistência aos altos valores apresentados no cálculo da publicidade, o que é bizarro. Seria isso uma síndrome de auto-menosprezo coletiva? Esses se justificam dizendo: ”Nunca vão pagar R$6.000,00 de licenciamento por uma foto para uma única inserção de um anúncio de meia página na “Contigo!”  

Minha resposta é: Para você, que pensa desse jeito sobre o seu próprio trabalho, não vão mesmo!

Parafraseando o texto do Alessandro Dias: PARE DE AGIR COMO PEDINTE!!!

Os caras vão (nesse exemplo) pagar R$33.200,00 para a revista publicar o anúncio. Somando o licenciamento das eventuais modelos (as agências de modelo não são bobas como muitos fotógrafos) e o valor da agência de publicidade, essa conta passa FÁCIL de R$45.000,00. Sua foto será o coração desse anúncio… você acha R$6.000,00 ou R$10.000,00 pouco? Você vai engolir a desculpinha de que eles “estão sem dinheiro”, ou que “o cliente é mão-de-vaca”?

Todo mundo vai, sempre, tentar empurrar o seu valor para baixo. Você vai fazer o mesmo? Se o cliente não tem dinheiro para fazer meia página que faça um terço de página!

Lembre-se que em todos esses cálculos não estão embutidos alguns problemas sérios:

1)    Custo Brasil: Você emite a nota nesse mês e recolhe o imposto nesse mês, entretanto a agência de publicidade vai te pagar faturando em 30 dias, ou em 3x, por exemplo.

2)    Atrasos: Não conheço um fotógrafo que trabalhe com publicidade que nunca tenha tido um pagamento MUITO atrasado (seis meses até).

3)    Calotes: Outra coisa que acontece mais do que as pessoas imaginam. De político em campanha então…

 

Por essas e outras é que você só deve trabalhar com contrato especificando o uso, os prazos, os valores, etc. É verdade que alguns clientes parecem se assustar quando pedimos detalhes do uso da imagem para fazer o orçamento e mencionamos o contrato, alguns simplesmente somem, mas esses clientes são os clientes que você NÃO QUER. Pode ter certeza de que esses são os que estavam “procurando um otário”.

Mesmo com todos esses problemas muitos leitores podem ficar com a impressão errada de que o mercado publicitário é uma maravilha, onde o faturamento é fácil. Não poderiam estar mais enganados.

É ilusão achar que um fotógrafo novato nesse mercado, com pouca estrutura, vai pegar trabalhos de alto orçamento (= alta responsabilidade) com freqüência. Coloque-se no lugar do cliente que está gastando cinqüenta, oitenta, cem mil Reais num anúncio (revista+modelo+fotógrafo+agência+etc.)… o quanto você iria cobrar, chatear e exigir dos seus contratados?

Pra piorar tem a política e as “panelas”. Muito serviço só é passado para os fotógrafos que voltam uma fatia de dinheiro (por debaixo dos panos) para a agência, um “BV” deturpado. (O verdadeiro Bônus por Volume é pago às agências pelos meios de comunicação baseado no volume de clientes que elas levam, não tem nada a ver com prestadores de serviço.)

Fora isso tem sempre o “sumiço dos clientes”. Algumas épocas o seu telefone para de tocar… não entra serviço, as contas não param de chegar e o equipamento não para e depreciar. A maioria dos fotógrafos publicitários que conheço (eu inclusive) passa, em média, três meses do ano com faturamento negativo. Tem que ter a cabeça no lugar para agüentar.

 

Últimas dicas:

Muitos perguntam: “Mas como eu descubro o valor de um espaço na mídia para poder orçar um licenciamento, um anúncio de revista, por exemplo?”

De duas formas ridiculamente simples: Internet e Telefone!!!

A imensa maioria das revistas e jornais possui tabelas de valores de anúncios em seus sites, muitas empresas de outdoor também. Se não tiver, ligue e pergunte. Eles não mordem!

 

Alguns exemplos

Revistas (tabelas para uma inserção de anúncio):

Veja: http://veja.abril.com.br/idade/publiabril/midiakit/precos_revistas.shtml

Playboy: http://www.publiabril.com.br/homes.php?MARCA=36

Caras: http://www.caras.com.br/anuncie/revista/tabela.html

Época: http://editoraglobo.globo.com/publiedglobo_revistas_EP.htm

Contigo: http://www.midiakitcontigo.com.br/prazosprecos.html

 

Outdoors (valores por uma bi-semana)

Adver (RJ): http://www.adver.com.br/precos.asp

Rio Midia: http://www.riooutdoor.com.br/

 

Planilha

Para baixar o arquivo compactado (.zip) da planilha Excel com automatização de todos os cálculos possíveis, clique aqui .

Essa planilha tem algumas células travadas para que não se altere as fórmulas acidentalmente. Entretanto não está protegido com senha, basta mandar desproteger que tudo ficará liberado. As células onde devemos preencher os dados não estão travadas, logo não é necessário desproteger a planilha para usá-la, apenas apague os valores de exemplo e preencha com os seus. 

O Download da planilha está temporariamente suspenso pois o Sr. Salviano Alves Benício Jr está reclamando a autoria da referida planilha. É fato que o Sr. Salviano foi a primeira pessoa a disponibilizar uma planilha para cálculo de custos para download, planilha essa que muito usei mas parei de usar pois não se adequava totalmente a minha forma de calcular e o autor proibia modificações (a planilha era, inclusive, bloqueada por senha). Posteriormente outras planilhas surgiram, com modificações maiores ou menores. Essa planilha que disponibilizei é a alteração da alteração da alteração de uma planilha que recebi de outra pessoa, liberada para uso e modificação. Ao que parece essa pessoa copiou e modificou a planilha do Sr. Salviano e agora ele está reclamando a autoria da minha versão da versão da versão da versão de uma suposta cópia da planilha de custos criada por ele que já circulou a internet e foi modificada diversas vezes, inclusive com adição de conteúdo.

Infelizmente o Sr. Salviano indicou que prefere a retirada da planilha de circulação, prejudicando a difusão do conhecimento, do que a inclusão de seus créditos.  

Tudo bem. Como sou totalmente militante da defesa dos direitos de propriedade intelectual e reconheço claras similaridades em algumas partes de ambas planilhas, suspendi por tempo indeterminado o download da planilha. Por enquanto, quem quiser a planilha escreva para o Sr. Salviano e solicite a dele que, infelizmente, não inclui algumas partes presentes na que disponibilizei.

Até resolvermos essa questão (se resolvermos) o download estará suspenso. Espero que ele escreva algum comentário abaixo fornecendo o link ou alguma outra forma de usuários interessados fazerem download da sua planilha original (ainda que “diferente”). Aliás, se ele desejar, pode incluir as minhas adições na planilha dele e distribuir livremente, não quero nem crédito. Faço o que faço com o único intuito de educar e melhorar o mercado.  

 

Bom… demorou mas acabou.

Comentem, perguntem e, principalmente, divulguem. Todos só temos a ganhar com um mercado mais sólido e mais educado.

 

Abraços.

242 comments to Como cobrar por serviços fotográficos (Parte IV)

  • Meu caro Geraldo,
    Parabéns pelo blog e pelos textos: didáticos e precisos.
    Já conhecia o blog, mas, não tão profundamente como agora. Li o material sobre preço/tabela/etc. Espetacular. É para imprimir e ler no sofá.
    Parabéns pelo excelente trabalho.
    Abraços.

    • Geraldo Garcia

      Obrigado Alexandre,
      Temos que educar quem está entrando (e quem já está no mercado) para tentar melhorar um pouco as coisas. Várias classes já provaram que a união faz a força e, o primeiro passo, é a educação.

      Abraços.

  • Edu Kapps

    Caro Geraldo, obrigado pelo imprescindível texto. Ele joga uma luz nas relações de iniciantes, como eu, com o mercado. Começar a fazer, na maioria das vezes é muito dificil. A generosidade de nos colocar a par sobre como funciona esta parte tão obscura da profissão, é digna de muito agradecimento.
    Forte abraço e sucesso para nós!!!

  • Rogério Fraulini

    Geraldo… apenas um enorme MUITO OBRIGADO.
    Textos que todos possam entender e com vários exemplos práticos. E o melhor alguem que sabe explicar como se faz e porque se faz calculo de porcentagem deste jeito.
    Agora é só repassar o blog e/ou imprimir e passar para os “picaretógrafos” e ver se sabem ler e interpreta-los.
    Boas fotos
    Rogério Fraulini.

  • Geraldo, sensacionais artigos. Essas informações deveriam ser passadas aos novatos no primeiro dia!

    Parabéns

  • Oi Geraldo, adorei as dicas, principalmente a do imposto, eu que não entendo nada de porcentagens, sempre cobrava errado os 10%!!!

  • Geraldo Garcia

    Obrigado Leka, Alexis, Rogério e Edu. Saber que algumas pessoas leram e entenderam é o que me motiva e me dá esperanças.

    Grande abraço a todos.

  • Uau!!! essa semana mesmo tenho dois orçamentos pra fazer e o que estava complicando era o licenciamento, vou testar hoje mesmo espero que de certo! Valeu Geraldo!!

  • Fala Geraldo!

    Hoje (finalmente) consegui um tempo para ler seus artigos sobre valores fotográficos.

    Sem palavras! Como sempre, muito didático e muito importante para todos nós, veteranos ou novatos!

    Já te conheço há uns bons anos pelo Orkut, e sempre solícito, dividindo conhecimentos sem esperar nada em troca. Isso mostra o caráter das pessoas, e vc se mostra como uma ótima pessoa e um profissional exemplar, apaixonado no que faz.

    Gostaria de sugerir um post futuro, e acredito que vc tenha conhecimento e bagagem para comentar: Sobre contratos fotográficos, com a abordagem do uso de imagem. Eu tenho dúvidas e acredito que muitos de nós também!

    É isso aí! Continue com o ótimo trabalho! 🙂

    Abraços!

    • Geraldo Garcia

      Obrigado René,

      São palavras e incentivos como esse (e dos outros amigos acima) que me impedem de desistir e gastar meu tempo em outras coisas mais egoístas. Obrigado mesmo.

      Sobre o texto a respeito de contratos, concordo que é uma ótima idéia e seria muito útil… mas é bem capaz de aparecer alguém alegando que eu copiei uma versão de uma versão do contrato dele. Sei lá… fiquei muito chateado com essa história da planilha.

      Abraços.

  • Jorge

    Voce ja deu o conceito, a planilha cada um faz a sua.

  • Luis Cavalli

    Geraldo,
    Excelente artigo, escrito com uma clareza e uma didática como poucos conseguem. Agora be a nós multiplicar esse conhecimento e divulgar seus textos. Quanto a planilha não se deixe perturbar, pois você só não a colocar por honra e educação, pois fórmulas matemáticas são de domínio público, Tem pessoas que se apegam por muito pouco (enquanto outros crescem em seu desapego)e vão somando pontos em sua pequena lista de pecados capitais. Abração e sucesso sempre.

  • Muito bons os artigos, Geraldo. Parabéns e viva a seleção natural!
    O maior da planilha do Sr. Salviano é o tempo que ele demora para responder o e-mail solicitando. A minha demorou mais de um mês para chegar. É um bom referencial para quem não tem nenhuma idéia mas é no mínimo infantil imaginar que ela não pode ser melhorada, adaptada e redistribuída. Veja aí quantas versões existem do linux, que é sistema operacional. E como o visicalc, a primeira planilha que conheci, passou aaser super visicalc, quatro, quatro pro, lotus, excel. Todas evoluçõ do mesmo modelo.
    Um abraço!

  • Daniela

    O mais engraçado é que fiz uma planilha quase igualzinha a essa para um trabalho de faculdade em 1993, mas como ser muito diferente usando o mesmo programa (excel) e os mesmos equipamentos, no caso, materiais fotográficos?
    A planilha que fizemos foi referente a custos na área de cinema, e mesmo assim é muito parecida. Levamos em conta diversas coisas que são citadas, quando fomos orçar o aluguel do equipamento (Filmadora 35mm, luzes etc), a empresa incluiu a taxa de “depreciação do equipamento”, que normalmente eles não descriminam, mas como estávamos fazendo um trabalho de aula (o professor inclusive era dono da empresa) a taxa foi citada, para nos ajudar na didática.
    Juntando com a planilha fornecida pela a empresa e a criada por nós que iríamos produzir, executar e finalizar o filme, ela realmente fica parecidíssima.

    Qualquer coisa eu cato a planilha aqui em meus registros e forneço a você sem problema para fazer o que bem entender. Gostaria muito que isso fosse disponibilizado a todos, nem todo mundo tem acesso à faculdade ou a esse tipo de didática, é muito importante que a informação seja passada a todos que trabalham com fotografia.
    Engraçado como alguém pode achar que é dono da idéia de uma coisa básica como uma planilha de custos e orçamento.

  • Olá Geraldo,

    Meu objetivo era encerrar esse assunto assim que você retirasse a opção de distribuição da planilha, mas atendendo ao seu pedido redijo esse comentário.

    Imagine a seguinte situação: Eu pego uma fotografia sua, dou um “punch” nas cores, removo alguns focos de distração, altero a composição, aplico filtros para ficar uma coisa “à la Chase Jarvis”, salvo, boto minha informação de Copyright e distribuo ignorando completamente o seu nome… Entendeu?

    O que você chamou de “alteração da alteração da alteração”, “claras similaridades” e “minha versão da versão da versão da versão” eu penso que é cópia não autorizada – assim como o exemplo da fotografia acima. E isso é protegido por lei.

    Eu venho trabalhando em muitas melhorias para essa planilha. Infelizmente, dado tudo o mais que tenho que fazer, essas coisas demoram mesmo um pouco – mas pretendo liberar essa versão em breve.

    Louvo e até mesmo incentivo sua dedicação e preocupação em inserir melhorias, divulgar informação relevante e educar o mercado, mas é importante respeitar contratos – isso também é educação muito importante. Alteraçõs para melhorar são sempre bem-vindas, mas para distribuir é necessário obter antes a minha autorização.

    Aqueles que quiserem receber a planilha original podem acessar esse link. A mesma é gratuita mas protegida por senha, para que eu tenha controle sobre o n° de downloads – envio a senha à parte. Alterações para adequar às necessidades particulares são permitidas, desde que para uso próprio, sem distribuição.
    Print Screens das modificações são OK.

    Atenciosamente

    Salviano A. Benício Jr.

    P.S. Disponibilizei essa página para esclarecer meus argumentos.

  • Parece que os links não estão corretamente configurados. Peço que os corrija sem prejuízo do conteúdo, pois não encontro uma opção para editar a mensagem.

    • Geraldo Garcia

      Salviano,

      Obrigado por postar seu link para download.

      Quatro pontinhos rápidos só para encerrar (da minha parte) o assunto:
      1) Discordo da sua interpretação dos fatos e da sua postura.
      2) Discordo fortemente da sua interpretação da lei, ao meu ver equivocada em confundir obra com idéia e conceito.
      3) Se uma pessoa aplicar os mesmos conceitos e idéias na criação parcial de uma outra planilha você continuará achando ser “sua propriedade”? Nos seus exemplos e “screenshots” você, obviamente, só mostra a parte similar de ambas.
      4) Apesar dos pontos acima, manterei suspenso o Download e não escreverei mais nada sobre esse caso. Não tenho nenhum interesse em criar atritos.
      Abraços.

      • A versão atual da Planilha é totalmente gratuita para Pessoas Físicas.

        Para Pessoas Jurídicas é gratuita apenas para testar – para uso continuado é solicitado um pagamento pela licença de uso – conforme está explicitado na própria planilha.

  • Geraldo, sensei, seu blog logo será referência…Esses posts sobre cobrança estão maravilhosos. Tomara que o pessoal realmente perceba a importância de defender o mercado. abraço

  • Estou com preguiça de procurar a resposta, mas talvez alguém aqui já saiba (dada a discussão): é autorizada a utilização do Microsoft Office Home edition para a criação de softwares comercializáveis? A licença autoriza esse uso?

  • […] Introdução  parte 1  parte 2  parte 3  parte 4 […]

  • Grande Geraldo!
    Como acho já ter dito antes em algum comentário no blog, te acompanho de longa data no orkut, sempre com essa presteza e talento para escrever, muito didaticamente. Parabéns!
    E não se abale. A idéia já foi passada.
    Lamentável a atitude do Salviano na contramão da evolução, mas…
    Acho que já que ele não libera logo a tal versão aprimorada (tenho uma versão dele bem primitiva de mais de 2 anos atrás) devia liberar para que qualquer um modificasse e mostrasse essas melhoras.
    Salviano, acho que vc assim só perde.
    Geraldo, desculpe por esse comentário, sei que vc não quer mais tocar no assunto, mas queria apenas deixar minha opinião, meu elogio e agradecimento. valeu! Excelentes artigos, como sempre.
    abraço

  • Quem não divide não cresce e só anda para trás. Deixa esse fulano colher o que ele está plantando.

    Geraldo,
    Coloquei a no meu blog http://tudoparafotografia.blogspot.com/2009/05/calculo-de-custos-fotografia.html

    Continue com o seu blog … ele é ótimo!! Acompanho pelo feed !!

    Abraço

  • Gostei muito dos artigos, obrigado por compartilhar o conhecimento. (ainda) Tenho medo de deixar um emprego público com salariozinho pequeno para me aventurar em fotografia, e portanto não posso fornecer nota fiscal a possíveis contrantes, mas a explanação foi muito instrutiva e vou aplicar os conceitos até mesmo para minha fotografia amadora.

  • Parabéns Geraldo por estas postagens sobre como fazer um orçamento. Precisamos disto para dar um padrão aos orçamentos e às tabelas dos fotógrafos.
    Aqui em Brasília montamos a AFOTO, Associação de Fotógrafos de Brasília, e um dos nossos desafios e promover uma discussão sobre o mercado e a construção de uma tabela básica para os serviços de fotografia.
    Você autoriza a publicação deste seu material no blog da AFOTO? No caso de positivo peço a gentileza que me envie um email autorizando esta publicação.
    Parabéns pela iniciativa epelo texto.

    Rinaldo Morelli

  • Ffilipe Galliano

    Oi Geraldo.

    Tenho 30 anos de mercado fotográfico e quanto cobrar sempre foi um assunto que dividiu os fotógrafos. Por isso acho muuuuuuuuito importante essa discussão.

    Jovens fotógrafos tentando entrar no mercado, e profissionais com estruturas que custam muito sempre vão estar em conflito quanto ao preço final do trabalho. Mas o que sempre me chamou a atenção foi o fato de que estes novos fotógrafos nunca souberam quanto é o seu próprio custo. No início da nossa carreira nunca nos preocupamos muito com isso, e sim, ver uma foto publicada ou conseguir “pagar o aluguel” no fim do mês.

    Muito disso se dá também por nossa culpa. Até hoje não soubemos dizer a estes novos colegas, e aos nossos clientes, o quanto custa manter uma estrutura para realizar o nosso trabalho. Normalmente somos vistos como “pessoa física” e não como uma empresa que presta serviços. No fundo, as empresas estão sempre com a sensação de que está contratando somente uma pessoa para realizar o trabalho e não uma empresa ou equipe. Parece até o pedreiro que vai fazer a calçada da frente.

    Outro dado importante é que temos muitos cursos que ensinam os futuros fotógrafos a parte técnica, mas não me lembro de ter visto no currículo de nenhuma delas, como “sobreviver” com fotografia. Ou seja, o “negócio” fotografia. Isto já é ensinado nas faculdades de moda então pq não ensinar aos fotógrafos. Há uma idéia errada de que somos todos “artístas”, e que portanto, o negócio não é importante.

    Daí vão algumas sugestões.

    Acho que deviamos colocar “no ar”, por exemplo, http://www.calculeasuafoto.com.br, ou, http://www.quantocustaasuafoto.com.br, ensinando os fotgógrafos a terem uma idéia de seus custos reais gratuitamente.

    Um grupo de pessoas de várias áreas da fotografia poderiam colaborar com esta planilha, ou várias delas, uma para cada tipo de necessidade.

    Seria interessantre termos varios fotógrafos, ou várias entidades de fotógrafos, dando as suas contribuições. Como exemplo cito a ABRAFOTO e a Assossiação dos fotógrafos jornalista, cada uma mostrando as suas necessidades.

    Teríamos então um site aberto aos fotógrafos de todo o Brasil, que orientaria e ensinaria, a formar a sua própria planilha de preços de acordo com as suas necessidades. Quer cobrar barato pq interessa, ótimo, mas que pelo menos saiba quanto custa. E do que está abrindo mão.

    Estas planílhas devem ser gratuitas, e livre para dawnloads!! Nunca entendi pq as assossiações de classe só permitem que seus assossiados baixem as suas planilhas. No fim das contas, se os não assossiados cobrarem o mesmo que os assossiados a concorrencia vai ser muito mais justa!!

    Material de apoio como direitos do autor (cópia da lei) e de uso de imagens de modelos tb seriam interessantes.

    Este site poderia ser patrocinado por empresas da área já que quanto mais os fotógrafos faturam mais eles gastarão.

    Fica ai a idéia, espero que alguém comente.

    Abs.

    Filipe

    • Geraldo Garcia

      Olá Filipe,

      Muito obrigado pela sua contribuição. Eu concordo totalmente.
      Pretendo usar a repercussão desse texto para promover uma idéia como essa, mas a coisa leva algum tempo. Já fui contactado por algumas associações e acho que estamos começando a caminhar nessa direção. Infelizmente (ou felizmente) o volume de trabalho me impede uma dedicação maior, mas é graças a esse tempo de “fermentação” das idéias que as oportunidades surgem.
      Vamos continuar nessa campanha!
      Abraços.

  • Flávio R. Barcellos

    Ótimo artigo Geraldo! Fenomenal para ser mais exato.

    A única coisa triste é a posição do Sr. Salviano Alves Benício Jr.

    Depois dessa atitude pensei em construir a minha planilha do zero toda em Open(BR)Office Calc.

    Será que ele vai dizer que copiei a dele? O que ele usou para argumentar que a planilha é cópia da dele? Se forem os termo usados acho que não tem valor, pois se fizer uma analogia com desenvolvimento de software, pela legislação brasileira, posso colocar os mesmo termos num menu que seu eu escrever o meu programa não estarei infringindo direito algum.

    Vou pesquisar e se tiver tempo vou começar a construir a planilha que será liberada sobe alguma licença Creative Commons.

    Parabens novamente Geraldo.

    • João Rocha Braga Filho

      Roubou a minha idéia, a que tive meia hora atrás, inclusive de deixar publica… Vou processar… rsrsrsrs

      Estou brincando. O Sr. Salviano perdeu a chance de ter uma nota boa, lembrado como um dos pioneiros neste tipo de planilha, que iria pegar muito bem para ele. Agora ele vai ser lembrado como um dos pioneiros, mas mal lembrado.

  • Oi Geraldo.
    Por causa deste caso ai do Sr. Salviano, não deixe continuar a ajudar aos outros. Não se abata por causa de um individuo, que parece, não querer o crescimento e o aprimoramento da fotografia em nosso País. Obrigado por todos os ensinamentos que você nos proporciona. um grande abraço de um fã seu.

  • Carlos Eduardo Sisso

    Que beleza, Geraldo!

    Muito bom tudo! Parabéns mesmo, e obrigado pela valiosa contribuição.

    Mas – sabe como é, né?! – brasileiro nunca se satisfaz com nada (hehehehe!)…

    Cara, posso sugerir (pedir) uma coisa?

    Põe aí também, pra gente baixar, um modelo de contrato. Só pra gente ter uma idéia.

    Tô começando, como muitos, e seria legal ter noção de um contrato de serviços fotográficos naqueles moldes ali que você falou.

    Que tal?

    Abração!

    • Geraldo Garcia

      Obrigado Carlos.

      Farei um texto seobre contratos com exemplos de contrato mais pra frente. Só não faço agora porque estou enrolado com trabalho e outros projetos e essas coisas tomam mais tempo do que parece.

      Abraços.

  • Geraldo Garcia, você é o cara!
    Muito obrigado pelas dicas!

  • Geraldo, parabéns pelo trabalho, pelo texto e por comprar essa briga para melhorar o mercado.

    Esse posicionamento do Salviano é completamente absurdo, e por N fatores ele está errado. Vou colocar abaixo a citação da Lei que define o que é propriedade intelectual e o que é “patenteável”.

    LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996.
    Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial.

    CAPÍTULO II
    DA PATENTEABILIDADE

    “Art. 10. Não se considera invenção nem modelo de utilidade:”
    “I – descobertas, teorias científicas e métodos matemáticos;”
    “III – esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais, contábeis, financeiros, educativos, publicitários, de sorteio e de fiscalização;”
    “V – programas de computador em si;”

    fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/l9279.htm

    Enfim ele não pode reinvindicar um modelo bobo de planilha como “obra” dele, isso é uma piada. Só está atrapalhando a vida das pessoas.

  • Mas este Salviano quer aparecer. Só pode.

  • […] Parte IV – Quanto cobrar pelo Licenciamento de uma Imagem, Licenciamento para Publicidade. […]

  • Boa Geraldo !!!
    Muito legal!
    Uma sugestão de tópico que considero interessante é em que condições e em que medida nossos orçamentos devem ser abertos, detalhando a composição de nossos custos e repasses, ou fechados só com preço final.
    Abraço e parabéns!

  • […] Links do tutorial ->“Introdução” , “Parte I” , “Parte II” , “Parte III” , “Parte IV” […]

  • André Orival

    muito bom. me tirou muitas dúvidas …
    e exclareceu muita coisa que eu nem sabia ..pois sou iniciante.
    e quero muito continuar no ramo.
    abrigado

  • Nadja

    Geraldo,
    Parabéns pelo texto!
    Estou começando a trabalhar com fotografia agora, e com certeza já está ajudando bastante!
    Tenho uma dúvida e gostaria de saber se você (e todos por aqui) podem me ajudar… No caso de fotos para publicação em sites, é cobrado o licenciamento, né? De que forma isso funciona? E no caso de sites de ONGs?
    Obrigada!

  • Graziela Oliveira

    Geraldo!

    És digno de aplausos, com platéia em pé, pela forma clara que escreves teus artigos e procuras engrandecer o mercado da fotografia, agregando valor ao produto, e não depreciando por falta de conhecimento ou medo de altos valores por parte de iniciantes!

    Lamentável a iniciativa do colega que retirou o download do cálculo, pois eu mesma achei muito boa a fórmula toda e confesso não ter afinidade com o Excel para tanto!

    Salvo sua página em meus favoritos e visitarei com frequencia, certamente, para não perder nenhum dos artigos, antigos e atuais, assim como, ansiosa, por um novo modelo de cálculo desses para download, de um SER HUMANO capaz de dividir conhecimento, agregar valores, multiplicar amizades!

    Muito obrigada!

  • Leo Amaral

    Geraldo, uma vez desenvolvi uma planilha para um serviço e acho que ainda a tenho em algum lugar. Não está bonitinha, mas pode ser útil e como estou cedendo os direitos, ela se torna algo como “código-fonte aberto”. Nela considerava até quilometragem para prestação do serviço, alimentação de assistentes etc. Se quiser, mande-me um e-mail e eu a procuro por aqui.

  • Olá Geraldo! Eu simplesmente adorei esses artigos!
    Eu estou iniciando no ramo da fotografia e realmente a maior dificuldade é estipular valores, para então começar a divulgar meu trabalho. Já percebi também que são poucas pessoas que colaboram com iniciantes e isso só tende a piorar o mercado, pois nossa falta de noção pode levar à desvalorização de uma categoria inteira. Ainda bem que existem pessoas como vc!!!
    Esse seu artigo nos ajuda a enxergar gastos que inicialmente não consideramos na hora de estipular um valor e, claro, que isso só pode gerar prejuízos… para todos.
    Elaborei minha planilha, considerando os dados que vc sugere e cheguei ao valor da minha hora. Desculpe a ignorância de iniciante, mas fiquei com uma dúvida. Esse valor é somente para eu ir clicar? A forma como entregarei as fotos (revelações, por exemplo) eu calculo separado? Quero trabalhar inicialmente só com fotos impressas (revelações, fotolivros e álbuns encadernados). Mas sempre tem aquele cliente que pede fotos em CD. Isso me preocupa pela dimensão que a internet tem hoje. Nesse caso eu posso colocar no contrato que deve ser citado o autor, caso o cliente publique essas fotos em um álbum virtual (orkut, por exemplo)? Pelo que entendi do seu artigo, como é para uso pessoal, não se deve cobrar um licenciamento. O que vc sugere nesse caso de entrega de fotos em arquivos digitais?
    Nossa… que bombardeio de perguntas! rs Agradeço muito se tiver um tempinho pra me responder.
    Aproveito a oportunidade para agradecer mais uma vez pelas preciosas informações publicadas nesses artigos.
    Um abraço.

  • Luciana Buhrer

    Geraldo,
    você realmente é uma pessoa sensacional e abençoada!
    Tambem acredito que a melhor maneira de acabar com a desvalorização de qualquer classe/pessoa é ajudando-a, estou começando (todos passam pelo começo, nao é mesmo?!) e estava muito preocupada com o valor a cobrar, nao queria um valor baixo, mas tambem nao posso me comparar a experiencia de muitos.
    Grande abraço!

  • Geraldo, só uma palavra:
    MUITO OBRIGADO

    abração brou

  • Diogo Lula

    A lei de direito autoral protege toda “criação da alma humana”. Se eu escrever um livro no Microsoft Word, posso registrá-lo como meu. Entretanto, se eu criar uma planilha (que é algo estritamente matemático), não há como registrá-la como minha.
    Um exemplo no meio fotográfico é uma action para Photoshop criada pelo fotógrafo Clício. Não possui direito autoral por se tratar de uma action, um procedimento que pode ser feito manualmente por qualquer pessoa (como um cálculo matemático). Todos sabem que a action foi criada por ele, mas ele não pode evitar que outrem utilize a sua criação, uma vez que qualquer pessoa pode chegar ao mesmo resultado instintivamente, naturalmente.
    A matemática é soberana e é da natureza. Não é uma criação da alma humana.
    Penso que o requerente Salviano não tem direito sobre uma planilha similar à que ele criou.
    Quem pode registrar a matemática? Quem pode registrar uma paisagem? Quem pode registrar a luz que bate em determinado horário e proporciona uma foto com luz natural adequada? Quem pode registrar uma fórmula matemática prevista pelo software que a interpreta?

  • Alexandre Padial

    Boa tarde, Geraldo. Tudo bem?
    Belo trabalho! Eu realmente estava precisando desses toque.
    Uma pergunta, sem querer abusar: Ocorre com muita frequencia o pagamento, pelas agências e editoriais, do licenciamento da primeira publicação e a tentativa de calote nas demais?
    Obrigado. E mais uma vez: Belo Trabalho.
    Alexandre Padial

  • Bruno Medeiros

    Prezado Geraldo,

    Sou administrador de empresas formado, e fotografo amador, apesar disto acredito que este hobby poderá ainda me render bons frutos em um futuro. Gostei de sua explicação sobre o assunto, me passou uma visão diferente da que possuo sobre o mesmo.
    A formação de preço para um serviço é algo bem complicado e variável, difícil de se compreender. Gostaria de oferecer minha ajuda para que seja elaborada uma planilha para a automatização dos cálculos, e diferente de nosso colega, disponibilizaríamos a mesma sob licença Creative Commons.

    Desde já agradeço e parabeniso pelo site.

  • Renato Loiola

    vc deveria se chamar geraldo de calcutar, muito bonito a sua atitude e preocupação de ajudar os iniciantes, pois esse é um enigma muito dificil de decifrar, e agora eu tambem um inciante, já tenho idéia de cobrança, logo farei minha planilha e prometo não diminuir o valor de um profissional estou no começo partindo do zero, mas estou lutando para me tornar um grande profissional, buscando conhecimento e talento para a bela e facinante arte da fotografia, muito grato pelo conhecimento passado, espero um dia poder trocar idéia do mesmo nível que vc, porque não. meu sincero muito obrigado, e acredite vc está conceguindo atingir o seu objetivo de mudar o comportamento do iniciante eu fui atingido, valeu Geraldo.

  • aline aquino

    nossa adorei! muito esclarecedor seus artigos, principalmente para novatos como eu, ‘e bom saber q existem profissionais que se empenha em desenvolver esses artigos para os interessados!

  • […] ? Como cobrar por serviços fotográficos (introdução) ? Como cobrar por serviços fotográficos (parte I) ? Como cobrar por serviços fotográficos (parte II) ? Como cobrar por serviços fotográficos (parte III) ? Como cobrar por serviços fotográficos (parte IV) […]

  • Só tenho a agradecer e elogiar seu trabalho!
    Você com certeza ajudou MUITA gente! Parabéns!

    Thaís Kachel

  • Alexandre Chevitarese

    Oi Geraldo,

    Parabéns pela matéria, está ótima. Apenas como um adendo, a indicação de preço de tabala dos espaços publicitários nas revistas e outros meios deve ser tomado como parâmetro com muita cautela. A título de exemplo, os preços praticados nos jornais usualmente são inferiores aos preços de tabela, com descontos que podem chegar até a 90% dependendo do plano de mídia do anunciante.

    Abraços,

    Alexandre (ex-ABAF)

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