Como cobrar por serviços fotográficos (Introdução)

Texto original publicado em 10/04/2006 na comunidade “Câmeras DSLR Brasil” do Orkut
Texto revisado e complementado para essa nova publicação.

Parece até gripe… todo ano, aproximadamente na mesma época uma “febre” varre as comunidades e listas de fotografia: “O mercado está ruim porque muitos jogam o preço no chão…”, “A culpa é dos fotógrafos iniciantes…”, “Vamos ensinar os iniciantes a cobrar…”, “Não! Vamos deixar que morram!”, “já cansei disso, já cansei daquilo…” Bla-bla-bla-bla…

Esse assunto é recorrente e muito importante. Escrevi esse texto faz alguns anos, pois acredito que o problema todo é fruto da falta de informação e isso acontece porque os fotógrafos novatos não recebem apoio e instrução dos fotógrafos “das antigas”. Na verdade muitos desses veteranos agem de forma discriminatória e protecionista sem perceberem que é essa atitude que faz com que os novatos cometam erros e prejudiquem o mercado.

Felizmente existem exceções e alguns fotógrafos preocupados com isso sempre tentam organizar encontros, palestras e debates para abordar essa questão e educar o mercado.

Esta versão revisada (quase totalmente reescrita) desse texto vai abordar mais aspectos da composição de preço do que o artigo original (que era focado exclusivamente nos custos).

Quem deve ler esse artigo?

TODOS os que trabalham ou pensam em trabalhar com fotografia. PRINCIPALMENTE os que querem fazer “bico” como fotógrafos (esses podem ter sua vida salva por esse debate).

Vamos aos problemas que geraram esse debate.

Primeiro Problema:

A classe fotográfica (profissionais de fotografia de tempo integral) estão sofrendo (não é de hoje) com a depreciação absurda de seus serviços. E porque isso acontece? Muitos apontam o grande número de curiosos e novatos que entram no mercado cobrando preços ridiculamente baixos como razão. O advento da fotografia digital e as facilidades de processamento inerentes a esse sistema realmente permitem que um grande número de pessoas entre nesse mercado de forma muito mais fácil que a 20 anos atrás. Isso é fato, mas não é “O PROBLEMA”, é apenas uma parte dele.

Segundo Problema:

Esses novos profissionais ou os que fazem apenas “bico” não fazem a MENOR idéia dos seus próprios custos, não sabem calcular um preço JUSTO e acabam (no desespero de faturar) pegando serviços por qualquer R$200,00.

É evidente que um sujeito que mora com os pais, não tem estúdio, usa sua câmera digital que ganhou de aniversário e seu PC para fazer as fotos vai ter um custo muito inferior que o profissional que tem estúdio, várias câmeras, material de iluminação, assistente, etc. Isso é óbvio e NÃO é o problema. O problema é que esse sujeito não sabe que mesmo ele tem custos e não os leva em consideração na sua composição de preço. Eu GARANTO que trabalhando de casa com a câmera e o PC que ganhou de aniversário ele tem um custo mensal fixo de, no mínimo, R$1.000,00. Só que ele não enxerga esse custo, e com isso acaba pegando trabalhos por preços muito baixos. Resultado: mesmo trabalhando de casa em uns quatro anos ele QUEBRA. Não é alucinação da minha cabeça não! Isso é a coisa mais comum no mercado. (Mais pra frente vamos entender essas contas). Este texto pertence a Geraldo Garcia e o original pode ser visto em blog.geraldogarcia.com

O problema é que, durante esses quatro anos ele achatou o preço do mercado. Ele acaba quebrando por conta disso, mas pra cada um que quebra entram mais dois (que vão quebrar também) que continuam achatando o mercado.

Esse “fotógrafo novato” também não conhece seus direitos e a legislação, acha que fazer um retrato da “dona Maria”e vender-lhe a cópia é a mesma coisa que fazer uma foto de produto que vai ser publicada no país inteiro por um ano… e acaba cobrando a mesma coisa por isso. Ele também não sabe que as horas de manipulação PRECISAM ser cobradas. Tudo isso deveria entrar na composição de preços, mas não entra.

A Contra-argumentação:

Nessa hora muitos se levantam e alegam (com razão): “Mas se o profissional é bom e tem um preço justo, porque ele vai ter medo do novato? Se a qualidade da foto do novato é suficiente para o cliente porque ele deveria pagar mais caro pelo profissional?”

De fato! O profissional não deveria temer o novato e os clientes devem sempre ter liberdade para comprar serviços de quem melhor lhes atender. Isso não se discute. O problema é que o próprio novato está SE MATANDO em médio prazo e matando os profissionais junto. Os GRANDES clientes nunca vão contratar alguém inexperiente, vão continuar pagando R$50.000,00 por uma foto na mão dos “maiorais”, lógico. Mas quantos clientes assim existem? 90% do mercado é abastecido por clientes médios e pequenos, com serviços de R$4.000,00 ou menos. Aí é que mora o problema!

Se o tal novato soubesse calcular seus custos corretamente, ele daria um orçamento de R$1.000,00 para uma foto X. O profissional com estúdio, assistentes e custos mais elevados daria um orçamento de R$2.000,00 para a mesma foto X. **PERFEITO!!!** isso está certo! O cliente pode pagar menos e “se arriscar” ou pode pagar mais para ter mais garantias. O nível de importância do serviço e o bolso do cliente é que vão decidir a questão.  Este texto pertence a Geraldo Garcia e o original pode ser visto em blog.geraldogarcia.com

O problema é que, do jeito que as coisas estão, o profissional dá o orçamento de R$2.000,00 e o novato diz que faz por R$300,00. Sabe o que acontece? Muitas vezes o novato até pega o serviço, mas outras tantas o cliente vira pro profissional e fala: “Você está louco? Me ofereceram por R$300,00… eu sei que o cara não é tão bom quanto você, mas é muito mais barato! Eu te pago R$1.000,00 e a gente fecha. Que tal?” E o profissional, no desespero, acaba fechando por um valor que mal cobre seus custos fixos. Nessa situação quem saiu perdendo? TODOS! O profissional, o novato e o cliente. (Ou você acha que o fotógrafo vai se preocupar em fazer a melhor foto do mundo por esse valor?)

Então o que fazer?

É isso que estamos discutindo e debatendo. Esse é o motivo dos encontros e das palestras. Como a fotografia não é uma profissão regulamentada, não existe a possibilidade de criação de um “Conselho” como existe em medicina, engenharia, advocacia, etc. que impede o exercício da profissão por qualquer um e estabelece uma tabela de valores mínimos. Mas não lamento isso, acho que podemos continuar “não-regulamentados” e mesmo assim mais unidos e conscientes. Acredito que INFORMAR e EDUCAR os novatos e os profissionais seja a solução. Os clientes só serão educados “na marra”. O que queremos não é impedir o novato de trabalhar, muito pelo contrário, queremos que ele CONTINUE a trabalhar, que cobre um preço correto que não prejudique o mercado e que não o faça falir em poucos anos.

 


**************

 

As partes subseqüentes deste artigo serão postadas nos próximos dias e abordarão a descoberta dos custos reais, a composição dos custos de produção da foto e dos valores de licenciamento (e quando cobrá-los).

 

Por hoje é só,

Abraços.

Clique aqui para seguir para a parte I

105 comments to Como cobrar por serviços fotográficos (Introdução)

  • Oi Geraldo,
    Primeiro queria te avisar uma coisa boa: seu blog é a 4 fonte de referência para o meu blog! Muito obrigado!
    E continue com esse texto o mais rápido possível, tenho dúvidas sobre como cobrar corretamente, sem projudicar ninguém!

    abraços

    RRM

    • Geraldo Garcia

      @Renato
      A referência ao seu Blog não é por ser seu amigo não, é porque ele é bom MESMO! 🙂
      Pode deixar que as continuações (devem ser mais 2 ou 3 posts) virão diariamente.
      Abração e obrigado.

  • Que artigo belíssimo Geraldo, parabéns!

    Você realmente toca no assunto com muita propriedade, aqui em nosso estado do Espírito Santo está acontecendo exatamente o mesmo. Alguns profissionais de renome e serviço de qualidade tiveram que baixar os preços consideravelmente. Todos os dias ficamos sabendo de fotógrafos desconhecidos que alguns clientes usam para tentar um preço bem abaixo do valor real. Uma das coisas que tenho percebido nos últimos meses é uma mania de pedir orçamentos, está virando uma febre. Ao tentar convencer o cliente para visitar nosso escritório, tocar nossos álbuns, conversar sobre o evento para depois definirmos valores e formas de pagamento, alguns falam que não estão com tempo suficiente e que irão primeiro fazer um apanhado de preços no mercado.
    Tem até um site de noivas (www.noivacapixaba.com.br)que criou o “orçamento inteligente”… o cliente faz orçamento marcando x com todos os prestadores de serviços do site de uma vez só. Cria uma relação distante com os serviços oferecidos e o diferencial de cada um. Todos os pedidos que recebo deste site percebo que o cliente não sabe quem sou e nem viu meu trabalho. Claro que uso o contato para me apresentar e pedir para que acesse nosso site, conheça nossos serviços e nos faça uma visita para folhear nossos álbuns. Alguns dizem: entrei por curiosidade, tem uma amiga que vai casar e está procurando profissionais, eu devo precisar de serviços de casamento lá pra 2011…

    Mais uma vez, obrigado Geraldo! Seus comentários na comunidade tem me ajudado bastante. Deus continue iluminando seus projetos pessoais e profissional.

    Abraços,

    Warllem

  • Olá, Geraldo. Como se era de esperar, muito bom o artigo.
    Me encaixo na categoria “novatos”, embora já tenha sentido na pele o outro lado da história.
    Não costumo cobrar barato pelos serviços, uma vez que ele estão cada vez mais raros.
    Porém, um dia desses, ao orçar uma sessão de fotos com um coral, soube que um cara mais velho estava cobrando um preço ridículo. Perdi para o cara, mas não abaixei o preço.
    O povo do coral vai pagar caro o barato, mas a vida é assim mesmo.
    Aprendendo muito com você.
    Obrigado.

    Roniel

  • Olá Geraldo,

    Parabéns, é a primeira vez que venho ao seu blog, tá bacana! Acho que tudo que escreveu bem sensato, só discordo de uma coisa. Eu acho que cliente se educa sim. É nossa obrigação explicar que o teu custo é maior porque você tem backups de tudo, arquivo climatizado, monitor bom e calibrado, trata as fotos individualmente em RAW, etc, etc.

    Verdade, os cliente não tem noção do que está por trás. Eu sempre mando nos orçamentos alguma explicação sobre nosso padrão de trabalho, com link para o UPDIG, que considero os 10 mandamentos da foto digital.

    Claro que nem sempre funciona, mas um dia ele contrata o Zé da Couve e a casa cai…Daí, na marra, como vc falou, ele se lembra de você.

    Mas acho que a campanha de educação dos clientes mais importante até que educar a gurizada, que não tá nem ai pra nada.

    Abs

    Marcos Issa

  • Rogério Fraulini

    Geraldo, primeiramente parabéns pelo artigo, apesar de não ter tido a oportunidade de ver o anterior, esta primeira parte já me diz que vai ser perfeito. E, se me permitir faze-lo, assim que acabar os post deste artigo, gostaria de copia-los e passar para os “profissionais” da minha cidade ( ela é pequena e todos se conhecem ) e lógico, dizendo de onde eu tirei isto – acredito que vai até dar mais credibilidade.

  • Geraldo Garcia

    @Rogério

    Pode sim, claro. O objetivo desse texto é educar, então é para distribuir e linkar mesmo.

    Abraços.

  • Geraldo Garcia

    @Marcos

    Você está certíssimo. Temos MESMO que tentar educar o cliente e isso não ficou tão claro no meu texto. Quando eu disse “na marra” foi exatamente no sentido que você colocou: O clinte só vai perceber o sentido de tanto custo e investimento depois de quebrar a cara com o “curioso barateiro”, mas essa ficha só vai cair se fizermos nossa parte em tentar educa-los.

    Abraços.

  • oi Geraldo!
    Parabéns pela iniciativa do blog e especialmente por esse post.
    Já havia lido na comunidade no orkut e realmente melhorou muito.
    Já coloquei um link no meu orkut, onde muitos iniciantes me fazem perguntas absurdas…

    Tal como o Marcos Issa, também procuro sempre educar o cliente.
    Não adianta querer educar o mercado, ou melhor, educar somente os fotógrafos, se estes iniciantes não tem parâmetros para explicar o por que dos valores cobrados para os clientes.
    além dos fotógrafos aprenderem a cobrar, o cliente também tem que aprender a pagar (rs), a exigir qualidade, a saber o que está comprando, e principalmente, tem que saber avaliar.
    Ele não tem conhecimento, e nós devemos levar este conhecimento a ele, a fim de que possa comparar.
    Falta cultura visual no Brasil. Acho que isso o Armando Vernaglia já disse no blog dele…rs

    Ah! Por fim, venho agradecer por esse tópico no orkut, pois foi lá que comecei a aprender muita coisa, há tempos atrás. Valeu!

    grande abraço!

  • Rodrigo Covolan

    Geraldo, parabéns, você realmente fez uma “cirurgia de catarata” nesse artigo!
    Como sugestão, gostaria também que você abordasse a questão da falta de preparação, conhecimento e técnica fotográfica que muitas vezes levam os novatos a praticarem preços tão baixos. Me parece que hoje em dia quase todos que possuem uma camera um pouco melhor se arriscam ou tem grande vontade de se arriscarem no mercado, sem ao menos saber o que é fotografia de verdade.

  • Celso Pupo

    Só para deixar o parabens por seu texto.

  • Olá Geraldo!

    Você não me conhece, pois nunca posto nada na sua comunidade, mas é muito difícil passar um dia sequer sem dar uma passadinha aqui para aprender um pouco.
    Não sou fotógrafo, apenas hobbista e só tenho uma prossumer SONY H5, e não me arriscaria criar algum tópico aqui, já tem tanto para aprender que não há necessidade disso. Mesmo não sendo profissional procuro aprender o máximo que posso sobre o assunto, e fico admirado com sua grandeza de espírito ao compartilhar com todos esse seu grande conhecimento sobre fotografia, isso mostra maturidade, os que tem pouco conhecimento não tem coragem de compartilhar, pois temem que alguém um pouco mais estudioso possa logo ultrapassá-los.
    Você não precisa ter esse medo, rs! Dificilmente alguém conseguirá superá-lo.
    Não fosse o caso de ser doente (Doença de Crohn) e já ter passado por 7 cirurgias do intestino, e 1 do rim e agora estou com mais 5 pedras no rim para serem operadas, eu com certeza iria estudar mais ainda para tentar ser profissional, o que faço nas horas que não tenho dores (sofro com muitas dores devido a doença, uso morfina direto diariamente para controlar a dor, em torno de 20 comprimidos/dia, mais outros analgésicos…) procuro material para fotografia e posto no meu HD Virtual para compartilhar com os internautas, assim eles tem tudo num lugar só um monte de informações: http://www.4shared.com/account/dir/8925375/788e4a6f/sharing.html?rnd=94
    Desejo muito sucesso à você Geraldo, sou um grande fã seu. É difícil achar (se é que tem alguém que cuide tão bem de sua comunidade como você) alguém que dê tanta atenção a sua comunidade como você.
    Continue assim.
    Vou ficar sempre só expiando para aprender mais, não tenho “bagagem” para poder ajudar, já que nem câmera DSLR não tenho, mas pretendo ter, nem que seja da mais simples e até usada, mas quero chegar lá lá, à ter uma para aprender mais.

    Um grande abraço

    Conrad Kleinschmidt

    Taió SC

  • Nilo

    Parabéns pela matéria. Muito importante esse assunto e que merece atenção. Espero ler a conclusão dessa discursão e de também fazer parte dela.

  • Geraldo,

    Tomei a liberdade de juntar tudo e criar um arquivo PDF e postei no meu HD Virtual.
    Óbviamente com o título e capítulos que vc fez, e não esqueci de logo colocar o crédito à você logo no título do arquivo.
    Espero que tenha gostado, caso contrário é só dar um toque e deletarei assim que receber a mensagem. Ok?

    Abraço e sucesso sempre!

    Conrad

    • Geraldo Garcia

      Obrigado Conrard e demais amigos.
      Com os devidos créditos pode (e deve) divulgar e reproduzir. A idéia que originou esse texto é justamente a propagação desse conhecimento para melhorar o mercado para todos nós.

      Abraços.

  • André Oliveira

    Gostei do artigo justamente porque sou entusiasta e quero entrar para este mundo. Hoje sou o “fotógrafo novato” que tantos criticaram nos comentários, estou aprendendo mas ainda não possuo uma SLR para oferecer maior qualidade.
    Estes dias eu justamente me perguntava quais custos teria um fotógrafo novato e vejo que a parte de manipulação de imagens é a mais custosa.
    Agradeço pelo artigo e vou reter o que é bom, afinal os fotógrafos hoje experientes um dia foram novatos e se todos andarem unidos (como sugeriu o autor) tudo fica bem melhor. Ao invés do medo da concorrência, por que não ensinar o novato?

  • […] recente artigo publicado em seu blog, fotografia & idéias, Geraldo Garcia questiona a postura de fotógrafos experientes no trato e orientação dados aos […]

  • Pois é, concordo com o q está escrito…

    Mas, por outro lado… Como entrar no mercado se vc oferece um serviço por R$400,00 (sim, sei q está muito barato) e o “cliente” te fala coisas como: “Vc tah louca ? Meu amigo me faz por R$100,00 e já com o tratamento !!!”

    Claro q os “amigos” q fazem por 100 reais usam câmeras de bolso… Mas, o “cliente” naum se importa com a qualidade da imagem. Principalmente se a imagem for pra colocar em sites na net !!!
    Estou penando muito pra entrar no mercado justamente por causa das câmeras “de bolso” ou “semi/metidas a/profissionais” !!!

    Sei q naum sou a melhor fotografa do mundo, q ainda tenho muuuito oq aprender, q preciso de muuuita experiência ainda, mas tenho q começar de algum lugar e está muito difícil (se não impossível) garimpar uns “bicos” cobrando mais de R$200,00 !!!

    =(

    • Geraldo Garcia

      Anna,

      Obrigado pela pergunta. Vejamos assim:
      Se seu Valor de Venda da Hora calculado for R$70,00, se o tempo total de execução do serviço não chegar a 3 horas, não tiver nenhum custo extra e for só para “botar na parede” (sem licenciamento), R$200,00 não é tão ruim. O problema é garantir que faz em 3 horas, não ter outros custos e seu valor de ser dentro desses R$70,00. Se essa conta não bater, esse “cliente” não é para você. Se você começar a pegar muito “cliente” assim, vai se enrolar, vai se contentar com o pouco dinheiro que entra e vai esquecer que, embora esteja pagando as contas, não vai dar para repor o equipamento qunado ele quebrar. Se for esse o caso, pule fora antes de bater no fundo do poço. Gaste algum tempo tentando decobrir como agregar mais valor ao seu trabalho para poder pegar clientes que pagam mais.

      Note que eu nem estou entrando na questão “ética” de se puxar os valores do mercado para a direção certa, estou sendo apenas prático. Se seu valor de venda da hora é superior ao que estão dispostos a te pagar, a pior coisa que pode te acontecer é você pegar muito trabalho. A matemática não alivia…

      Meu conselho: Faça um ou outro “bico” sim, principalmente os mais desafiadores, para pegar mais experiência. Só não pare de investir em você e de ter os seus custos em mente. Se você chegar à conclusão que determinado nicho de mercado não dá para você, pule para outro. Cada dia inventam uma “moda” nova e as pessoas gastam muito dinheiro com essas coisas… Tenho um conhecido que fotografa cachorros para dondocas e ganha mais que eu.

      Abraços.

  • Rafael Menôva

    Gostei da argumentação , encarei a fotografia profissionalmente a dois anos,portanto consigo perceber a posição de ambas as partes neste momento de negociação…
    Acompanharei a sequência de textos…

  • […] Introdução, parte 1, parte 2 e parte 3. […]

  • Isamu Kanashiro

    Muitíssimo obrigado!

  • […] Introdução  parte 1  parte 2  parte 3  parte 4 […]

  • […] do tutorial que ensina você a cobrar o preço certo pelo seu serviço – “Introdução” , “Parte I” , “Parte II” , “Parte III” , “Parte IV” blog geraldo custos Dicas […]

  • […] Introdução – PARTE 1 – PARTE 2 – PARTE 3 […]

  • […] Introdução – Aqui ele inicia a abordagem do assunto. […]

  • […] do tutorial ->“Introdução” , “Parte I” , “Parte II” , “Parte III” , “Parte […]

  • […] do tutorial ->“Introdução” , “Parte I” , “Parte II” , “Parte III” , “Parte […]

  • Geraldo,
    Como vc pediu para divulgar, estarei postando em meu site esta matéria sobre custo de fotografia. ok?
    Não vou esquecer de colocar os creditos do seu blog. Muito bom por sinal.
    Já vi que vou ter que atualizar minha planilha, esqueci de alguns itens. rsrsrsrs

  • Coisa parecida acontece com o mercado de Internet, aonde muitas das vezes os “sobrinhos”, como são chamado os novatos, fazem o mesmo como na fotografia.

    Sou novato, admito isso e tenho muitas questão sobre quanto cobrar. Valores em horas, fixo etc… Vou ler os outros artigos pra ver se minhas dúvidas são solucionadas. 🙂

    Abs

  • Geraldo, você abordou uma questão crucial no que diz respeito à profissão. Você poderia continuar desenvolvendo o seu texto para ajudar os fotógrafos profissionais e aqueles que estão começando a fotografar profissionalmente a formularem um orçamento. Fiz um workshop sobre marketing para fotógrafos, aqui em SP, que me ajudou em algumas questões.
    Para elaborar um orçamento você deve levar em consideração TODOS os custos que você vai ter: Depreciação do equipamento, seguro do equipamento, deslocamento, Cd,Dvs, envio (motoboy), uso de telefone, valor da hora de trabalho do fotógrafo (deve ser estipulado pelo próprio fotógrafo) entre outras coisas.
    OBS: NUNCA cobre abaixo do valor de mercado imaginando que assim você vai conquistar um cliente. Se conquista um cliente com profissionalismo, orçamento bem elaborado, pontualidade na realização e na entrega do trabalho e não cobrando um precinho camarada, pois quando o cliente precisar de um profissional padrão, ele não vai pensar naquele que topa qualquer parada e sim naquele que encara profissionalmente sob todos os aspectos a profissão.

  • Henrique

    Agora me fale geraldo e quando os dois maiores fotografos e mais conhecidos estão na disputa de quem cobra mais barato como fazemos… rsrsrs.. é o que acontece em divinópolis-mg os dois maiores fotos da região fica numa briga acirrada de preço e quem paga o pato somós nós… fico imaginando e querendo ir embora daqui pois um album q fora de divinópolis costumam a pagar até 5000 reais por um album esse mesmo album aqui sai por 1500 reais ou menos… isso é fato aqui… eu cobro o mesmo preço que eles.. e nem nome tenho e assim mesmo pego serviço…

  • […] Segue ainda um “clássico” que trata do assunto, o blog do Geraldo Garcia, onde ele mostra todo o custo que envolve uma fotografia (perfeito para quem não tem idéia de quanto cobrar por uma foto): http://blog.geraldogarcia.com/?p=139 […]

  • […] Como cobrar por serviços fotográficos (introdução) ? Como cobrar por serviços fotográficos (parte I) ? Como cobrar por serviços fotográficos […]

  • Renato Loiola

    Oi, sou novato no mercado estou entrando pela primeira vez neste blog, tenho interesse de saber cobrar pelo seviço fotográfico, ainda não tenho a minima ideia de como cobrar, se puder me ajudar ficarei grato e contribuirei para não cobrar pixincha pelo serviço e afundar os grandes profissionais e espero um dia ser um, gostei muito do assunto, por favor se puder me ajudar.

  • Parabéns pelo seu trabalho e pelo ótimo site!
    Postarei em meu site http://www.fotografiaonline.xpg.com.br sobre o seu artigo, está um show!

  • Claudia Mendes

    Bom dia!
    Geraldo,

    Estou na lista dos novatos, embora tenha investido uma grana em equipamento, tenho minha filha que faz jornalismo com minha orientadora. Tenho pesquisado bastante antes de iniciar no ramo. E foi atraves dessas pesquisas que encontrei o seu site, na verdade tenho uma grande preocupação na valorização da profissão e no justo preço de mercado.
    Adorei a sua informação e em momento algum me sentir desvalorizada por se iniciante. Com a sua orientação com toda certeza manteremos essa profissão em alta e valorizada,espero que continua postando assuntos iguais a esse e tenha certeza que sempre estarei aqui tentando cada vez mais buscar conhecimento na area.
    Um forte abraço
    Claudia Mendes- SALVADOR/BAHIA

  • hugo arruda

    eu nao concordo do modo como “generalizam” os novatos. “Nao ligam pra nada?” Está certo que existe uma parcela grande de novatos assim mas, e os outros? E nós, que nos preocupamos em entender a fotografia. Em foruns que eu participo, há muito mais novatos interessados em aprender do que em ganhar dinheiro. Como já foi dito, nós temos custos discretos mas os “profissionais” tem custos maiores. Agora, como nós podemos cobrar a mesma coisa? Se ajudassem mais os iniciantes, aí sim, melhoraria a vida de todos. Nós sabemos que o começo de vocês foi mais difícil, mas isso é só mais um motivo para nos ajudarem.

    só para constar, o texto é muito bom.

  • […] COMO COBRAR POR SERVIÇOS FOTOGRÁFICOS – INTRODUÇÃO (por Geraldo Garcia). O Geraldo, é um cara até onde pude ver, muito simples e com uma visão sobre a fotografia como poucos tem, ensina mesmo, e passa adiante o conhecimento que tem por que acha, que quanto mais os outros souberem mais o mercado cresce e fica competitivo da maneira que deveria ser, através da qualidade e não do preço. COMO COBRAR POR SERVIÇOS FOTOGRÁFICOS – PARTE 1 COMO COBRAR PRO SERVIÇOS FOTOGRÁFICOS – PARTE 2 COMO COBRAR POR SERVIÇOS FOTOGRÁFICOS – PARTE 3 COMO COBRAR POR SERVIÇOS FOTOGRÁFICOS – PARTE 4 […]

  • Leandro

    Sou apaixonado por fotografia, mas vou fazer uma analogia com o mercado de programadores de software. Tem os programadores juniores, plenos e senior. Os juniores querem, primeiramente, entrar no mercado e adquirir experiência, para eles, tudo pode ser resolvido facilmente, vontade é o que não falta. Os plenos já terão olhos investigativos dos percalços e serão mais precisos com os clientes, terão um cinto de utilidades para resolver os problemas do cotidiano. E os seniors saberão o que o cliente sem perder tempo, terá um arsenal de técnicas para utilizar.

    Eu já fui um analista junior. Fiquei um ano desempregado sem achar uma posição, já mandei um currículo com a seguinte proposta salarial “trabalho até de graça para ganhar experiência”, só para que meu currículo fosse lido. Já passaram uns 10 anos daquela época. Colecionei empregos como demissões, os quais me moldaram no profissional que represento. Hoje, tenho 5 anos no mesmo cargo, com muita confiança para resolver meus problemas. Se eu procurasse um emprego, pediria mais do que estou recebendo que já é acima do mercado.

    Quanto mais o mercado é difícil, mais situações como esta podem ocorrer.Por outro lado, quem está estabelecido, deve salientar a qualidade do serviços. Eu tenho uma EOS 1V e precisava de uma revisão, onde você acha que fui… Na Namba? Ou no relojoeiro que conserta cameras perto de casa?

    []s
    Leandro

    • Janinha

      Leandro, seu comentário foi o mais sensato.
      O amador trabalha ‘de graça’ pois precisa de experiência.
      Não acho necessariamente que os amadores precisem cobrar mais, acho que o que deve ser analisado é a complexidade de cada trabalho.
      Orçar não só a mão de obra com o serviço em si, mas também os custos do transporte, alimentação, tratamento e impressão das fotos (qdo necessários).

      Se você usa um equipamento de semi-profissional, não faz sentido cobrar os “R$ 1.000” exemplificados no post. Dessa maneira você amador não pegará o serviço, e fará a alegria dos profissionais, rs.

      Todo mundo tem mercado/espaço pra trabalhar, é questão de se adaptar.

      p.s: acho bem bonita a expressão ‘fotógrafo amador’… lembra amor à arte de fotografar, e isso eu terei sempre, independente das cifras.

  • Caro Amigo Geraldo Garcia,
    Pois é, encontrei este site por acaso e podemos dizer assim, que eu esteja enquadrado entre o novato e o profissional. Sou amador-avançado. Fotografo há 26 anos, nunca precisei fazer curso de fotografia pois nascí com um dom de Deus, que é o “Olhar Fotográfico”. Apenas me aprimorei observando trabalhos de renomados fotógrafos do mundo inteiro. Cobro um preço que seja accessivel ao consumidor, sem baixar muito, mas se equiparando aos profissionais formados diplomados, posso dizer, de carteirinha, que muita gente tem elogiado e muitos meus trabalhos. Respeito demais esses profissionais, mas não me deixo levar por críticas ainda que destrutivas, pois muitas delas são a inveja de terem pego o serviço. Ainda assim, quando não disponibilizo de tempo para efetuar o serviço, repasso para amigos fotógrafos, algo não muito realizado pela maioria destes. Infelizmente já vi muita gente perder um trabalho do que repassar para outro profissional da área. Quero deixar aqui meus sinceros agradecimentos pelo espaço voltado a nós, fotógrafos-amadores-avançados entre outros, e parabenizar pela excelente matéria. RECOMENDO COM EMPENHO A LEITURA E DIVULGAÇÃO DO ASSUNTO EM QUESTÃO. Abração, Ronald

  • Adriana Líbini

    Olá Geraldo, “andando” pela internet encontrei o seu blog e a Luz que precisava.

    Sou NOVATA na fotografia, mas preocupo muito em relação a valores, pois gosto do justo, pois um dia vou estar no seu lugar de profissional e muitos novatos entrando no ramo.

    Adorei este post, obrigada pela humildade e simplicidade de ensinar e compartilhar suas experiências conosco que estamos iniciando, hoje isso é muito difícil de encontrar.

    Um grande abraço,

    Adriana

  • Mariana B

    oi li a parte de quanto devemos cobrar mais não sei ainda quanto eu cobro eu faço montagens atualmente 15×21 e andei cobrando de 10 a 15 reais mais não sei na verdade se ta muito se ta pouco até porque nos lugares que mexem com fotografias não me falam quanto vale uma montagem eu mais pra frente pretendo ter um estudio não sei se ta entrando mais tenho um flog http://www.flogao.com.br/fotosmontagem faz tempo que não entro nele minha net anda ruim uso discada.
    mais voltando a fotografia to em duvidas gosto muito de trabalhar com fotos mais to perdida nesse ramo me ajudem quem souber

  • Olá Geraldo.
    Achei esse artigo por acaso estava procurando assistência pra pocket wizard.
    Cara, muito bom esse texto! Fiquei impressionado com a clareza que voce define essa parte do mercado.
    Queria eu que todos fotografos lessem esse artigo, tanto os novato s tanto os profissionais.
    Vou divulgalo onde eu conseguir, se você permitir é claro.
    Muito obrigado e parabéns.

  • eddu

    Muito bom !!
    minha pesquisa era outra , mas como fasso cinema achei interesante.
    Tenho um amigo fotografo! e bem conhecido ” MAURICIO HORA” valoriso ainda mas o trabalho dele apos ler esse texto.

  • Olá Geraldo, parabéns pelo post! Espero que aborde o mais rápido possível essa questão falando em números reais. Também sempre tive dúvidas em relação a quanto cobrar, por isso procuro estar sempre pesquisando o mercado para tentar me manter numa média em relação a valores, mas não sei se faço isso corretamente.
    Abraços!

  • Há meses atrás eu descobri seu blog, e ele foi importante para eu iniciar meu trabalho como fotógrafo. Em poucos lugares na internet se encontra conteúdo relevante para quem pretende iniciar este desafio.
    Em minha cidade (São Carlos – SP) existem vários estúdios fotográficos, muitos deles com serviços de qualidade questionável, e talvez por isso seus valores para fotos e álbuns de casamentos e books são extremamente baixos, se for analisar todo o custo e investimento que existe por trás desta atividade. O que falta de verdade é conhecimento de finanças para a maioria dos fotógrafos…e essa “ignorância” prejudica todo o setor, com achatamento de orçamentos e uma concorrência pra lá de estúpida.

Deixe uma resposta

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>